domingo, março 15
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A <strong>SP House</strong>, hub de negócios e tecnologia do Governo de São Paulo no <i>South by Southwest</i> (SXSW), recebeu no último sábado (14) um debate marcante sobre o futuro da criatividade. O painel <i>“Women Writing the Next Creative Rulebook”</i> (Mulheres Escrevendo o Próximo Manual de Criatividade) reuniu lideranças femininas de peso para discutir como a presença de mulheres nos cargos de comando está redefinindo narrativas, representatividade e impacto cultural na publicidade e na comunicação institucional.

O fim do monopólio narrativo

Por décadas, a indústria publicitária operou como um ecossistema fechado, moldado por um conjunto restrito de vozes que sistematicamente excluía públicos inteiros das histórias contadas pelas marcas. A discussão na SP House partiu exatamente desse diagnóstico: a transformação do setor passa necessariamente pela quebra desse padrão histórico. Com a ascensão de novas lideranças — especialmente femininas — aos postos de decisão estratégica, o mercado assiste a um redesenho completo de como as ideias são concebidas, validadas e executadas.

Estratégias que redefinem o setor

A secretária de Comunicação do Estado de São Paulo, <strong>Lais Vita</strong>, compartilhou sua experiência na gestão da marca governo, defendendo a criatividade como ferramenta essencial de política pública. “A gente precisa ter clareza do que é prioridade, consistência no que está falando e criatividade para chegar nas pessoas de forma diferente”, afirmou, destacando que sem uma marca forte, não existe comunicação efetiva. Sua gestão já colheu frutos internacionais: a campanha <i>“Her Dome”</i> (Redoma Dela), integrante do movimento “SP por Todas”, conquistou dois Leões de Bronze no Festival de Cannes em 2025, dando visibilidade global às políticas de proteção e autonomia das mulheres no estado.

Para <strong>Carol Boccia</strong>, CEO da LOLAMullenLowe, a mudança estrutural depende diretamente da composição dos times de liderança. “A comunicação sempre foi reflexo da sociedade. A hora que você traz essa diversidade para o time e traz lideranças, você consegue alcançar alguns lugares que talvez não alcançasse”, observou a executiva, reforçando que a representatividade nos cargos de decisão é pré-condição para narrativas genuínas.

<strong>Maria Claudia Conde</strong>, Chief Strategy Officer da DPZ, trouxe uma análise realista sobre o estágio atual da transformação. “A representação de mulheres nas áreas criativas e em agências de publicidade ainda é muito pequena. Só que são elas que fazem tudo acontecer, inclusive do lado financeiro e da estratégia”, alertou. Conde enfatizou que ao introduzir histórias e insights femininos nos processos criativos, as profissionais estão efetivamente dominando a narrativa do mercado. “Tem muita coisa para fazer, não está completo, mas não vamos voltar atrás — vamos diversificar e amplificar essa posição.”

São Paulo como plataforma de inovação global

O painel integra a programação da terceira participação da SP House no SXSW, evento realizado em Austin, Texas, entre os dias 13 e 16 de março. Com o tema <i>“We are borderless”</i> (Sem fronteiras), a edição deste ano propõe reflexões sobre a circulação livre de ideias, talentos e oportunidades em um mundo hiperconectado. O espaço ocupado pelo governo paulista saltou para <strong>2,2 mil m²</strong> — quase o dobro da área da edição anterior — com capacidade para receber até 600 pessoas simultaneamente.

Ao longo de quatro dias, a programação contempla cerca de 60 horas de conteúdo distribuídas entre dois palcos principais, além de encontros institucionais, apresentações corporativas e discussões sobre negócios e parcerias internacionais. A SP House funciona como um ecossistema vivo de conexões entre empreendedores, executivos, investidores, pesquisadores, gestores públicos e criadores, posicionando São Paulo como protagonista da inovação latino-americana no maior festival de criatividade e tecnologia do mundo.

Um novo capítulo para a criatividade

O debate realizado na SP House sinaliza uma mudança de era na comunicação global. Longe de ser uma pauta meramente complementar, a liderança feminina emerge como vetor central de inovação, capaz de identificar mercados inexplorados e construir narrativas que ressoam com uma sociedade cada vez mais diversa. Como destacou Lais Vita, “a gente arrisca ser criativo para chegar em lugares diferentes, comunicar de forma diferente. E nunca nos arrependemos de nenhuma ideia daquelas que nos deixou algumas noites sem dormir, porque ela construiu lugares novos.” No palco do SXSW, ficou claro que o futuro da publicidade será escrito por mãos — e mentes — diversas.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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