A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu as investigações sobre uma série de mortes suspeitas ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, e indiciou três técnicos de enfermagem por homicídio triplamente qualificado. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, são acusados de assassinar pacientes internados entre novembro e dezembro de 2024, utilizando medicamentos aplicados indevidamente diretamente na corrente sanguínea.
Prisão preventiva e indiciamento formal
Na última terça-feira (10), o Tribunal do Júri de Taguatinga converteu em preventiva as prisões provisórios dos três suspeitos, que permaneciam detidos desde a deflagração da Operação Anúbis, em meados de janeiro. O indiciamento formal concluído pela Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP) aponta que o grupo agiu com emprego de veneno, traição ou meio insidioso e dissimulação para dificultar a defesa das vítimas.
Marcos Vinícius responde por três homicídios triplamente qualificados e ainda enfrenta acusações de falsificação e uso de documento falso. Marcela foi indiciada pelas três mortes, enquanto Amanda responde por dois homicídios. Se condenados, Marcos e Marcela podem ser sentenciados a até 90 anos de reclusão, enquanto Amanda enfrenta pena máxima de 60 anos.
As vítimas e o método criminoso
As investigações identificaram três vítimas fatais: a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; o servidor público João Clemente Pereira, 63; e o também servidor público Marcos Moreira, 33. Os crimes ocorreram entre 19 de novembro e 1º de dezembro do ano passado, quando os acusados teriam injetado nas vítimas um medicamento comum em UTIs que, quando aplicado diretamente na veia, provoca parada cardíaca imediata. Em ao menos uma ocasião, também foi utilizado desinfetante.
Como a polícia desvendou o esquema
O caso veio à tona após o Hospital Anchieta, rede particular de saúde, demitir o trio e comunicar às autoridades as <strong>"circunstâncias atípicas"</strong> surrounding as mortes na UTI. A Polícia Civil analisou imagens do sistema de vigilância, prontuários médicos e ouviu depoimentos de outros funcionários, constatando que Marcos Vinícius aproveitava o sistema hospitalar logado em nome de médicos para receitar o medicamento.
Segundo o delegado Wisllei Salomão, o investigador ia pessoalmente à farmácia, preparava a substância, escondia a seringa no jaleco e aplicava nos pacientes. Amanda teria auxiliado na busca da medicação e estava presente durante a administração, enquanto Marcela — que estava em seu primeiro emprego na área da saúde — agiu como conivente com as ações criminosas.
Investigações em andamento e sigilo processual
Apesar do indiciamento formal, a motivação dos crimes permanece sob sigilo judicial, não sendo revelada na nota oficial da polícia. Os investigadores seguem apurando outras mortes suspeitas ocorridas no Hospital Anchieta e em outros estabelecimentos de saúde onde Marcos Vinícius e Amanda trabalharam anteriormente, buscando identificar possíveis vítimas adicionais.
A reportagem não conseguiu contatar os advogados dos três indiciados para obter suas manifestações sobre as acusações. Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para análise do Ministério Público e posterior julgamento pelo Tribunal do Júri, enquanto os suspeitos permanecem em prisão preventiva.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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