O Brasil autorizou a exportação de macadâmia, castanha de caju e carne suína para Turquia e Singapura em 19 de março de 2026, ampliando a carteira de destinos do agronegócio. A abertura cria duas rotas comerciais inéditas para produtos que antes não tinham acesso a esses mercados. O governo não informou, até a publicação, o volume esperado de negócios.
A Turquia tem população de 85 milhões de habitantes e demanda por proteína animal em crescimento, enquanto Singapura funciona como porta de entrada para o Sudeste Asiático. Em 2025, o agronegócio brasileiro bateu recorde histórico de exportações, segundo o Ministério da Agricultura.
O que muda para o produtor
A autorização beneficia principalmente produtores de Santa Catarina, Paraná e interior de São Paulo, estados com forte presença na suinocultura e em culturas como a macadâmia. O país é o quarto maior exportador de carne suína do mundo, atrás de Estados Unidos, Alemanha e Espanha. A exportação de carne suína alcançou resultados expressivos em receita externa no ano passado.
Como ocorre a abertura de mercados
As negociações com Turquia e Singapura foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e pelo Itamaraty, segundo o Radar Digital Brasília. O processo envolve missões técnicas, análise sanitária e certificação de plantas processadoras — etapas que podem levar de dois a cinco anos. Empresas interessadas em exportar precisam de cadastro no sistema oficial e certificação sanitária.
Próximos passos
As exportações podem começar após a publicação dos atos oficiais no Diário Oficial. O governo mantém negociações com outros países para ampliar a lista de produtos autorizados. A abertura de mercados é estratégica para o setor, que responde por cerca de 25% do PIB nacional.
Com informações do Radar Digital Brasília.







