sexta-feira, março 20
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O dólar abriu em alta de 0,42% nesta sexta-feira (20), cotado a R$ 5,2373, pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o preço do diesel no Brasil saltou de R$ 5,74 para R$ 7,22 desde fevereiro, elevando custos logísticos e impactando setores como o agronegócio paulista.

O barril do petróleo tipo Brent era negociado a US$ 108, após ter superado US$ 115 na véspera. A alta reflete ataques a instalações energéticas no Irã, Catar e Arábia Saudita, incluindo o campo de gás South Pars, o maior do mundo.

Pressão internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou possível flexibilização de sanções ao petróleo iraniano e uso de reservas estratégicas. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país tem como alvo estruturas ligadas à produção de armas.

Apesar das declarações, investidores seguem cautelosos, mantendo o dólar valorizado diante da incerteza global.

Impactos no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) notificou a Petrobras para ampliar a oferta de combustíveis e intensificou a fiscalização. Segundo a agência, não há risco imediato de desabastecimento, apesar da alta demanda.

No campo monetário, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano — primeiro corte desde 2024 —, mas indicou cautela diante das incertezas externas. Juros elevados nos EUA também contribuem para a valorização do dólar e pressão inflacionária no Brasil.

Mercado financeiro

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, com possibilidade de corte apenas em 2026.

Já o Ibovespa abriu o dia sem grandes variações. No acumulado de 2026, o dólar registra queda de 4,98%, enquanto a bolsa brasileira sobe 11,88%.

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