PM afasta policial após morte de mulher em SP
São Paulo — A Polícia Militar afastou, no dia 1º de abril, uma policial militar envolvida na morte de uma mulher durante uma abordagem na zona leste de São Paulo. A vítima, identificada como Ana Paula Soares, de 32 anos, era auxiliar de enfermagem.
O afastamento da policial, cujo nome não foi divulgado, ocorreu após a repercussão do caso e a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias da morte. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha a investigação.
Detalhes da ocorrência
Segundo o boletim de ocorrência, a abordagem ocorreu na noite de 31 de março, na Avenida Sapopemba. A PM alega que Ana Paula reagiu à ordem de parada e tentou fugir, momento em que houve o disparo. A versão é contestada por testemunhas, que afirmam que a vítima não ofereceu resistência.
Ana Paula foi atingida no peito e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ela deixa dois filhos, de 8 e 12 anos. O caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Investigação em andamento
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A policial envolvida no disparo foi ouvida e liberada. A arma utilizada na ocorrência foi apreendida para perícia.
"Estamos apurando todas as circunstâncias do fato para esclarecer o que realmente aconteceu. Não descartamos nenhuma hipótese", afirmou o delegado Marcos Vinicius, responsável pelo caso. A Polícia Militar informou que colabora com as investigações e que não tolera desvios de conduta por parte de seus agentes.
Repercussão e protestos
A morte de Ana Paula gerou protestos em diversas cidades do estado de São Paulo. Familiares e amigos da vítima realizaram manifestações pedindo justiça e o fim da violência policial. Nas redes sociais, a hashtag #JustiçaPorAnaPaula ganhou destaque.
"Minha irmã era uma pessoa trabalhadora e honesta. Não merecia morrer dessa forma", disse o irmão de Ana Paula, Pedro Soares. "Queremos que a policial seja responsabilizada pelo que fez."
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo também acompanha o caso e cobrou celeridade nas investigações. O ouvidor Claudio Aparecido da Silva afirmou que é fundamental que todos os fatos sejam esclarecidos e que a verdade seja restabelecida.
Com informações da Agência Brasil.
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