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O cooperativismo tem se mostrado, cada vez mais, uma alternativa concreta para impulsionar o desenvolvimento econômico e social no nosso estado. Mais do que um formato de organização produtiva, trata-se de um modelo baseado na colaboração, na participação e na construção coletiva de resultados. Ao longo da minha atuação como deputado estadual e na presidência da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista (Frencoop SP), tenho acompanhado de perto como essa lógica tem gerado oportunidades e fortalecido comunidades, especialmente em Piracicaba e em diferentes regiões de São Paulo.
Os números do cooperativismo paulista
Na prática, o cooperativismo funciona a partir da união de pessoas em torno de objetivos comuns, com gestão compartilhada e divisão equilibrada dos resultados. Os dados da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (OCESP) evidenciam a dimensão desse movimento: são cerca de 3,5 milhões de cooperados distribuídos em quase 700 cooperativas, responsáveis por movimentar aproximadamente R$ 190 bilhões do PIB paulista, o equivalente a 5,3 por cento do total. Somente no último ano, o setor foi responsável pela geração de mais de 305 mil empregos, o que demonstra sua relevância econômica e social.

Cooperativismo em Piracicaba e região
Em Piracicaba e região, esse modelo está presente de forma consistente. Exemplos como Coplacana, Unimed e Uniodonto mostram como o cooperativismo atua em diferentes frentes, do agronegócio à saúde, com resultados sólidos. O agro, inclusive, representa 45 por cento do cooperativismo paulista, enquanto o setor de saúde reúne 52 instituições e atende cerca de 4,5 milhões de beneficiários. Esses números refletem não apenas produção e crescimento, mas também acesso a serviços essenciais e geração de renda.

Frente Parlamentar e diálogo institucional
Na Frencoop SP, dei continuidade ao trabalho anteriormente conduzido pelo atual prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta, com foco em ampliar o diálogo e estimular iniciativas que fortaleçam o cooperativismo no estado. Em encontro recente com o presidente da OCESP, Edivaldo Del Grande, reforçamos a importância de medidas que valorizem o setor, como a proposta de criação do Dia Estadual do Cooperativismo. O papel do Legislativo, nesse cenário, é contribuir para um ambiente institucional estável e favorável ao desenvolvimento dessas iniciativas.
Impacto social e inclusão
Outro aspecto relevante é o impacto social do cooperativismo. As cooperativas de crédito, por exemplo, ampliam o acesso a serviços financeiros em regiões onde instituições tradicionais muitas vezes não estão presentes. Já as cooperativas populares ajudam a gerar renda, promover inclusão e valorizar o trabalho coletivo. Iniciativas como as da Gerando Falcões, ainda que fora do modelo cooperativista formal, dialogam com os mesmos princípios de mobilização social e transformação a partir da comunidade.
Piracicaba: Coplacana, Unimed e Uniodonto" />Fortalecer o cooperativismo é também investir em soluções locais que geram impacto real e duradouro nas comunidades.
Conclusão
Diante desse cenário, o cooperativismo se apresenta como um caminho consistente para promover um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. Trata-se de um modelo que valoriza a cooperação, amplia oportunidades e contribui para o fortalecimento das economias regionais. Seguimos atentos a esse movimento e comprometidos em apoiar iniciativas que gerem resultados concretos, com atenção especial à região de Piracicaba e a todo o estado de São Paulo.
Alex Madureira é deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
(Foto de capa: Divulgação)
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