EDITORIAL | PIRANOT apoia fim da escala 6×1 como é atualmente e acredita em meio termo onde trabalhador passe a receber adicional pelo sexto dia
O debate sobre a escala 6×1 no Brasil foi engolido por um extremismo que ignora a realidade prática. De um lado, a defesa da manutenção de um modelo que esgota física e mentalmente o trabalhador. De outro, a proposta de extinção total da jornada, uma medida ilusória e impraticável para setores essenciais como hospitais, farmácias, supermercados e serviços de segurança, que simplesmente não podem fechar as portas aos finais de semana.
Diante desse cenário, o posicionamento do PIRANOT é claro, objetivo e sem meias palavras: somos a favor do fim da escala 6×1 nos moldes atuais, mas acreditamos que a solução definitiva não está no radicalismo do “8 ou 80”, e sim na adoção de um meio-termo justo. A verdadeira barbárie não é a existência do plantão em si, mas a exigência de que o trabalhador cumpra um sexto dia de jornada sem receber absolutamente nenhum adicional financeiro no contracheque.
Trabalhar aos sábados e domingos impõe um custo de vida mais alto e um sacrifício pessoal inegável:
Logística mais cara e demorada: O transporte público opera com frotas reduzidas, exigindo mais tempo de espera ou forçando o uso de aplicativos pagos do próprio bolso.
Alimentação restrita: Fora do horário comercial padrão, restaurantes populares fecham e o custo de se alimentar fora de casa dispara.
Perda social: O profissional perde o convívio familiar e o direito ao descanso no exato momento em que o resto da sociedade pausa.
Nossa visão estabelece uma regra de mercado simples, direta e justa: se a empresa realmente precisa que o funcionário trabalhe mais de cinco dias na semana e abra mão do seu descanso, ela tem a obrigação de pagar a mais por isso. A escala 6×1 precisa, obrigatoriamente, custar mais caro para o empregador.
Implementar um adicional financeiro obrigatório para o sexto dia de trabalho — somado a um suporte logístico para transporte e alimentação — é a medida que resolve o problema sem paralisar a economia. Esse custo extra inibe o uso banalizado e abusivo da jornada estendida pelas empresas, transformando o trabalho no fim de semana de uma “conveniência barata” para uma “necessidade devidamente remunerada”.
Não há meio termo na nossa defesa da valorização financeira. Os setores essenciais precisam continuar operando, mas quem garante esse funcionamento em dias de descanso social tem que receber a mais. Simples assim.
Júnior Cardoso, diretor-fundador e editor-chefe do PIRANOT
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