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quinta-feira, abril 23
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Política

Nunes articula sucessão em São Paulo para 2028 e exclui vice-prefeito

Prefeito prioriza Fabrício Cobra e Sidney Cruz para manter controle do MDB na capital

· NEXUS - AI PIRANOT

Pontos-chave

  • Ricardo Nunes articula sucessão para 2028 focando em aliados e excluindo o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo.
  • Fabrício Cobra e Sidney Cruz são os principais nomes cotados para a sucessão na Prefeitura de São Paulo.
  • Tensões internas no MDB e resistência do Centrão complicam o cenário político para Nunes.
  • Sidney Cruz planeja disputar a Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026, o que pode dificultar sua participação na sucessão municipal.
  • A articulação ocorre em meio a incertezas sobre a candidatura de Nunes ao governo estadual em 2026.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já articula nomes para sua sucessão na Prefeitura em 2028, focando em aliados próximos da atual gestão e excluindo o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL) das conversas, de acordo com fontes consultadas. Essa movimentação revela tensões internas no MDB e pode impactar a continuidade das políticas públicas municipais.

Os nomes cotados para a sucessão são Fabrício Cobra, secretário de Subprefeituras, e Sidney Cruz, vereador pelo MDB. Cobra, ex-PSDB e atualmente sem partido, precisaria se filiar ao MDB para viabilizar sua candidatura. Sidney Cruz, com base eleitoral consolidada desde 2020, pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2026, segundo a Secretaria Municipal de São Paulo e fontes oficiais.

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A exclusão do vice-prefeito Ricardo Mello Araújo das negociações evidencia uma relação instável entre ele e Nunes, reforçando disputas internas no MDB paulistano que podem influenciar a configuração política da cidade nos próximos anos.

O secretário de Governo Edson Aparecido, aliado experiente, não pretende concorrer a cargo eletivo em 2028, o que limita as opções dentro do grupo de Nunes. A articulação ocorre em meio a alertas do Centrão sobre uma possível candidatura do prefeito ao governo estadual em 2026, o que adiciona incertezas ao cenário político local, de acordo com informações do Centrão e fontes políticas.

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Aliados do prefeito avaliam que o futuro político de Nunes é incerto sem um plano claro de sucessão. A necessidade de filiação partidária de Fabrício Cobra ao MDB também representa um risco para a estratégia do prefeito, conforme fontes [12] e outras consultadas.

Disputa interna e exclusão do vice revelam rachas no MDB

A decisão de Nunes de não considerar o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo para a sucessão municipal expõe um racha dentro do MDB em São Paulo. Essa exclusão não é apenas uma questão pessoal, mas reflete disputas de poder que podem afetar a governabilidade e a coesão do partido na capital paulista.

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Fabrício Cobra, que assumiu a Secretaria de Subprefeituras em 2024, é visto como um nome estratégico para manter o MDB no comando da Prefeitura. Sua proximidade com Nunes e o controle sobre as 39 subprefeituras dão a ele uma base administrativa importante para uma eventual candidatura.

Sidney Cruz, vereador eleito em 2020 e reeleito em 2024, tem uma base eleitoral consolidada na periferia da cidade e planeja disputar a Alesp em 2026, segundo a Secretaria Municipal de São Paulo e fontes oficiais. Sua trajetória eleitoral o posiciona como um concorrente competitivo, mas sua saída para a Assembleia Legislativa pode dificultar sua participação direta na sucessão municipal.

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Impactos políticos e eleitorais da articulação para 2028

A articulação de Nunes para a sucessão em 2028 ocorre em um contexto de resistência política interna e incertezas partidárias. A possibilidade de candidatura do prefeito ao governo estadual em 2026 gera desconforto no Centrão, que acompanha de perto os movimentos na Prefeitura de São Paulo.

A exclusão do vice-prefeito e a escolha de nomes alinhados à gestão atual indicam uma tentativa de Nunes de preservar sua influência política e garantir a continuidade das políticas públicas implementadas durante seus mandatos. No entanto, a falta de um plano consolidado e as tensões internas podem fragilizar essa estratégia.

O cenário político em São Paulo para os próximos anos permanece volátil, com a sucessão municipal se tornando um campo de disputa entre diferentes grupos dentro do MDB e aliados do Centrão. A definição dos candidatos e o alinhamento partidário serão decisivos para o futuro da capital paulista, conforme análise de aliados políticos consultados.


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