O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região realizou na manhã de quarta-feira (27) um ato de protesto em frente ao Sempem (Serviço Municipal de Perícias Médicas) com o tema “Param os abusos ou paramos o Sempem”. A marcha, moldada por uma encenação fúnebre, seguiu até a prefeitura de Piracicaba, a fim de mostrar que servidores são obrigados a regressar ao trabalho ainda impossibilitados e doentes.

A entidade acionou inúmeras vezes o Conselho Regional de Medicina (CRM) contra o médico perito do Sempem, Rubens Cenci Motta, pelo procedimento irregular ao preencher os atestados médicos dos servidores públicos municipais de Piracicaba. Motta tem frequentemente indeferido os atestados emitidos por médicos particulares, ou tem alterado de forma unilateral os afastamentos concedidos para abonar as faltas, do período em que o entendimento do médico particular esse mesmo servidor necessitaria para o seu repouso e recuperação.
“Vamos conversar novamente. É outro lado do protesto. Há mais de 10 anos paramos um velório de uma servidora em frente à prefeitura, que retornou ao trabalho impossibilitada vindo a óbito em seguida; já fizemos audiências públicas na Câmara e o problema e os abusos continuam”, disse o presidente Jose Valdir Sgrigneiro.
Vale ressaltar que o sindicato tem discutido e buscando soluções durante as reuniões da Mesa Permanente de Negociações, conversando com o secretário de administração e com o prefeito sobre as dificuldades que os servidores enfrentam no Sempem. Dentre as diversas reclamações que o Sindicato tem recebido, a mais recente é um caso de um servidor que sofreu três infartos de miocárdio, fez traqueostomia para respirar, e mesmo assim foi determinado retornar ao trabalho. “É necessário fazer a perícia de acordo a situação laborativa da pessoa”, disse o diretor, José Osmir Bertazzoni.
Ele salientou também que esta situação cria um mal-estar e estresse desnecessário nos setores de trabalho, fazendo com que os servidores não realizem nem mesmo exames preventivos, porque temem em fazer o exame e perder o dia.
Durante o protesto, os diretores pediram para a administração retomar esta discussão, fazendo um diálogo entre sindicato, secretaria de administração, procuradoria geral e com Dr. Rubens Cenci Motta. “Queremos entender quais são as razões que levam o Sempem a agir de forma indiscriminada contra tudo e contra todos. O apelo que fazemos aqui é que urgentemente seja marcada esta reunião. Se nada disso resolver nós vamos parar o Sempem, até que se resolva esta questão”, disse Bertazzoni.
O Sindicato dos Municipais contou com o apoio dos agentes de trânsito e da Guarda Civil e parceria dos representantes do Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba): SindGuarda, Sindicato da Alimentação, Sindicato dos Bancários, Sindicato do Comércio, Sindicato da Construção Civil e Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel e Papelão.
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