sábado, março 7
Foto: Divulgação
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Os trabalhadores da Dedini decidiram paralisar as atividades em Assembleia realizada na manhã de ontem no pátio da empresa pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba. Pouco antes, ex-funcionários revoltados quebraram e queimaram a guarita do prédio administrativo da empresa no bairro Cruz Caiada, zona norte da cidade.

A Assembleia, segundo o sindicato, foi realizada devido às demissões ocorridas no último dia 2, onde mais de 200 trabalhadores, sendo 100 de Piracicaba e 100 de Sertãozinho, foram dispensados. Uma das principais queixas dos ex-trabalhadores é de que a Dedini não vem cumprindo o acordo do pagamento de R$1 mil e cesta básica.

Durante a Assembleia, o sindicato comunicou aos trabalhadores à posição da empresa na última reunião realizada com a entidade. Os representantes da Dedini deixaram claro que não tem condições de realizar o pagamento das rescisões dos trabalhadores demitidos na semana passada e somente vão depositar cerca de R$ 300 por mês a partir de maio. Isso você leu em primeira mão aqui no PiraNOT.com no mesmo dia.

Ainda de acordo com o sindicato, o processo para que estes trabalhadores possam sacar o FGTS (Fundo de Garantia por tempo e Serviço) e dar entrada no seguro desemprego serão agilizados.

MAIS DEMISSÕES – Em nota enviada ontem a tarde para a imprensa, o sindicato informou que está prevista a demissão de 430 trabalhadores entre janeiro e fevereiro de 2016, em Piracicaba. Para os trabalhadores que ainda permanecerem na empresa, o transporte e o convênio médico começará a ser cobrado. A Dedini vem estudando ainda cortar o restaurante e outros benefícios.

FALTA DE PAGAMENTO DE FGTS – A empresa também não cumpre com o pagamento de férias, FGTS e ainda vem atrasando os salários segundo o sindicato. “Há ainda a possibilidade dos trabalhadores da ativa agora em dezembro não receber a segunda parcela do décimo terceiro, como também os 27% do ticket alimentação” diz a nota.

FECHAMENTO DA SEDE EM SERTÃOZINHO – Com as novas demissões, a Dedini pretende permanecer com 600 trabalhadores em Piracicaba. A sede em Sertãozinho deve fechar.

De acordo com João Carlos Ribeiro, o Jipe, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, “O intuito da Dedini é exclusivamente de prejudicar o trabalhador”.

Os trabalhadores de Sertãozinho, diretores de Leme e São Paulo também participaram da Assembleia. Segundo Samuel Marqueti, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, “Há Dedini não vem cumprindo com a sua obrigação, os trabalhadores estão sem receber salários. Em Sertãozinho estamos há mais de 90 dias em greve”, disse.

MANIFESTAÇÃO NO FÓRUM – No período da tarde, com faixas e cartazes, os trabalhadores e ex-funcionários da Dedini, foram em frente ao Fórum manifestar toda a indignação. Uma comissão de trabalhadores e diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Sertãozinho se reuniu com o juiz Marcos Douglas da Silva, condutor do processo da recuperação judicial da Dedini.

O Juíz disse que a única novidade em meio a tudo o que vem ocorrendo, é que o terreno da Dedini de R$ 15 milhões localizado ao lado do Shopping Piracicaba foi vendido, mas para reverter esta venda ao pagamento aos trabalhadores existe todo um processo que deverá ser feito na Justiça e é demorado.

PROTESTO – Antes da Assembléia, um grupo de pessoas quebraram e atearam fogo na guarida que dá acesso ao prédio administrativo da empresa no bairro Cruz Caiada. O sindicato disse que não tem ligação nenhuma com o ato de vandalismo, embora entender o desespero dos ex-funcionários que foram demitidos sem receber nada. A Polícia Militar foi chamada para controlar a situação. Ninguém foi preso.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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