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Educação

Após caso de racismo, alunos e professores de Piracicaba passarão por atividades

· 3 min de leitura · Atualizado em 28.03.2017 · Redação - PIRANOT
Foto: Google Maps

Após o caso de injúria racial na Escola Estadual Jorge Coury, na Paulista, em Piracicaba, no último dia 10, a Secretaria Estadual de Educação, através da Diretoria Regional de Ensino, fará ações extras de combate ao racismo. Alunos e docentes participarão das atividades.

De acordo com nota recebida pelo PIRANOT, uma equipe de supervisores apuraram na última semana a denúncia e tomou as providências cabíveis. Na ocasião, o Conselho Tutelar foi acionado e a dirigente de ensino em exercício se reuniu com a mãe da estudante. “A administração regional já está em contato com o Conselho da Comunidade Negra de Piracicaba, que fará uma formação para professores das escolas estaduais na próxima semana.”, diz o documento.

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A Secretaria da Educação lamentou na nota que ainda hoje aconteçam casos de injuria racial em qualquer âmbito. “Por isso, a Pasta disponibiliza para todas as escolas estaduais do Manual de Proteção Escolar e Orientação da Cidadania, distribuído pelo Sistema de Proteção Escolar da Secretaria da Educação, que orienta os docentes a transmitirem aos alunos informações de conscientização sobre a prática ilegal de racismo. O manual destaca que segundo a Lei Federal nº 7.716/89, racismo é crime e deve ser registrado para que as investigações necessárias sejam feitas.”, completou.

A Diretoria Regional de Ensino também disse que orientou que a escola reforce os trabalhos pedagógicos de combate ao racismo e ao bullying, que serão adotados em sala de aula, na formação de professores e também por meio dos clubes juvenis, que têm como presidentes os próprios estudantes. Nestas ações, estão previstas rodas de discussões sobre o tema e especialistas serão convidados para debates.

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O CASO – Um professor da escola teria feito uma brincadeira de mal gosto durante uma chamada onde, após chamar uma garota de “Dias” por causa do sobrenome, brincou com uma negra chamando-a de “Noites”. A mãe da vítima, que tem 12 anos, não gostou e procurou a polícia onde registrou um boletim de ocorrência.

O professor não foi afastado e é defendido por alunos, funcionários e pais da escola que consideram a acusação “absurda”. Na última semana, um protesto em apoio à ele foi realizado.

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