Esperando vaga em UTI há quatro dias, idoso morre em UPA de Piracicaba

Morreu na madrugada de ontem (13), Rafael Baptista Antônio, Seu Faé, de 66 anos, que estava internado em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Piracicaba. A família suspeita que a morte poderia ser evitada caso ele estivesse em um hospital.
Seu Faé era um dos expoentes da divulgação da cultura africana na cidade e lutava contra um câncer no pâncreas diagnosticado em estágio avançado. O quadro se agravou no domingo quando ele deu entrada na UPA do Piracicamirim e aguardava desde então vaga em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O novo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Milton Costa, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba, repudiou a morte. “É inadmissível que um ser humano venha a óbito por falta de internação hospitalar, como ocorreu com este senhor, que aguardava a vaga desde domingo”, diz Milton Costa.
Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, que se reuniu, de forma emergencial nesta manhã (14), com demais conselheiros, há a necessidade urgente de garantir a colocação em funcionamento do Hospital Regional, o que contribuiria para resolver a falta de vagas nos hospitais locais.
Em nome do Conselho Municipal de Saúde, Milton Costa elaborou nota de repúdio a ser encaminhada ao secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, e ao secretário de Governo, Antonio Godoy, onde cobra providências. No documento, também será cobrado um prazo para que o Hospital Regional entre em operação, uma vez que se trata de um benefício à população que foi prometido para ser colocado em funcionamento há mais de quatro anos. “Queremos um posicionamento oficial do governo, nos informando prazos e datas para que este hospital seja colocado em funcionamento para atender a população e que Piracicaba deixe de registrar mortes por falta de vagas hospitalares. Há uma cobrança e uma expectativa muito grande por parte da sociedade”, destaca.
Baseando-se na Lei Federal 8080/90, Milton Costa diz que todos os seres humanos têm direito a prestação dos serviços de saúde básica e de especialidades, que deve ser fornecido pelo Estado, “e é isso que vamos fazer valer”. Conforme a Lei, é dever do Estado garantir a saúde, que consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário ás ações e aos serviços para a sua promoção, proteção, e recuperação. “Entretanto, o dever do Estado não exclui o dever das pessoas, da família, das empresas e da sociedade”, reitera. “Com a reativação e fortalecimento às Comissões Locais de Saúde, inclusive com eleição em várias delas, como estamos fazendo, queremos agir para garantir a melhoria permanente do atendimento à população na saúde que deve ser oferecida pelo poder público”, destaca.
Procurada, a Prefeitura de Piracicaba informou que “não houve omissão de socorro ou negligência. O estado do paciente era muito ruim quando deu entrada na UPA”.
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