A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, com foco na população de 5 a 19 anos, termina na próxima sexta-feira, 13 de março. Em Piracicaba, a vacina segue disponível em todas as unidades básicas de saúde (postinhos), com exceção do CRAB Paulista, e também nas UBSs, CRABs (das 07h às 16h) e USFs (das 07h às 17h). As vacinas são aplicadas até uma hora antes do fechamento da unidade.

No Dia D da Campanha de Vacinação Contra o Sarampo, realizado no dia 15 de fevereiro, foram vacinadas apenas 97 pessoas de 3.916 que compareceram aos postos de saúde. Isso significa que apenas 2,4% do público presente precisava da vacina. As demais (97,6%) estavam com a carteira de vacinação em dia. Até o dia 04 de março aqui em Piracicaba, no acumulado desde o inicio da campanha, foram vacinadas 248 pessoas das 7.259 que compareceram às unidades de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, as crianças são mais suscetíveis às complicações da doença.
Sarampo
Nesta semana, o Brasil registrou o terceiro óbito por sarampo, sendo todos de crianças. Por isso, desde agosto de 2019, o Ministério da Saúde passou a adotar, como medida preventiva, a chamada “dose zero”. Assim, todas as crianças de seis meses a 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo. Basta que os responsáveis procurem os postos de saúde durante todo o ano. Esta dose não é considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação, devendo ser agendada, a partir dos 12 meses (1ª dose), a vacina tríplice viral; e aos 15 meses (2ª dose) a vacina tetra viral ou tríplice viral mais varicela, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.
De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, neste ano foram confirmados 338 casos de sarampo em oito estados: São Paulo (136 casos – 40,4%), Rio de Janeiro (93 – 27,3%), Paraná (64 – 19,0%), Santa Catarina (22 – 6,5%), Rio Grande do Sul (11 – 3,3%), Pernambuco (7 – 2,0%), Pará (4 – 1,2%) e Alagoas (1 – 0,3%).
Atualmente, 10 estados (incluindo Minas Gerais e Bahia) estão com circulação ativa do vírus do sarampo. Os óbitos pela doença ocorreram no Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.