quinta-feira, março 5

Em reunião com a mesa diretora da Câmara Municipal de Piracicaba, na manhã desta segunda-feira (3), representantes do Conespi (Conselho de Entidades Sindicais de Piracicaba) pediram para que a Câmara articule uma reunião com o prefeito Luciano Almeida (Democratas), para debater o reajuste da tarifa da passagem de ônibus, que passou de R$ 4,90 para R$ 5,60. O decreto municipal que aumentou a tarifa de ônibus em 16,7% passa a valer a partir desta terça-feira (4).

Em ofício entregue ao presidente da Câmara, o Conespi destaca que não há nenhuma solicitação de reajuste por parte da empresa que hoje presta o serviço de transporte público em Piracicaba e afirma que o aumento da tarifa foi uma “decisão unilateral” do prefeito Luciano Almeida. “Em Piracicaba o transporte coletivo é um serviço público com concessão ao setor privado. Porém, a prefeitura não pode querer ter custo zero, onerando seus usuários”, afirma o Conselho, em trecho do ofício.

O Conselho também questiona o motivo do aumento da passagem de ônibus já que a prefeitura lançou edital de licitação para contratar uma nova empresa para concessão do transporte público, cujas propostas serão abertas no dia 24 de janeiro. “Buscamos a Câmara para que seja feita uma intervenção junto ao Executivo, para o prefeito recuar pelo menos até o final de processo de licitação, quando conheceremos a nova empresa de transporte coletivo”, declarou o vice-presidente do Conespi e presidente do Sindicato dos Bancários, José Antônio Fernandes Paiva.

O vice-presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Piracicaba, Roberto Previde, afirmou que o aumento na tarifa foi “desproporcional” com os aumentos da categoria e prejudicará o trabalhador, o consumidor e os comerciantes.

Os reajustes nas tarifas do transporte público, dos serviços de água e esgoto e do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) são realizados exclusivamente pelo Poder Executivo e não passam por deliberação da Câmara.

Mesa diretora

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta (Cidadania), declarou que buscará diálogo com a secretária de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes (Semuttran), Jane Franco Oliveira, e marcar uma reunião com o prefeito Luciano Almeida, para encontrar uma solução que não onere os usuários do transporte público. “Estamos há dois anos em uma pandemia, o índice do desemprego na cidade está altíssimo. O aumento da tarifa de água, o aumento do IPTU e, agora, o aumento da tarifa do transporte público vai refletir na mesa do trabalhador”, afirmou.

O vereador Acácio Godoy (PP), vice-presidente da Câmara, apoiou o diálogo entre a prefeitura, Câmara e representantes dos sindicatos. “Não tem que repassar mais nada ao trabalhador, a empresa não pediu o reajuste”, disse.

Thiago Ribeiro (PSC), suplente da vice-presidência, afirmou ser “preocupante” o fato de que a empresa contratada para prestar serviços de transporte público não ter solicitado o reajuste da tarifa.

Já a primeira-secretária, Ana Pavão (PL), agradeceu os sindicalistas por terem procurado a Câmara e afirmou que a Mesa Diretora da Câmara tem toda as condições para buscar o diálogo nesta processo.

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