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quarta-feira, abril 15
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Economia

Diplomacia negociou “imposto da blusinha” com China, que topou investir em fábricas no Brasil e triplicou publicidade

· 3 min de leitura · Por Júnior Cardoso

O Governo Federal conseguiu, de maneira diplomática, negociar a aplicação do chamado “imposto da blusinha”, que passou a tributar as compras internacionais de baixo valor — principalmente de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress — sem romper as relações comerciais com a China. Isso ocorreu entre os anos de 2023 e 2024.

Para manter o mercado brasileiro aquecido e continuar competitivo, empresas chinesas decidiram reagir com investimentos locais: anunciaram a instalação de fábricas no Brasil e ainda triplicaram os investimentos em publicidade durante o período de adaptação da nova taxação. As propagandas ofereciam descontos de 50%, frete grátis e, até, “produtos já no Brasil”, ou seja, que não sofreriam taxação.

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Estratégia diplomática evitou crise comercial

Internamente, havia o temor de que a criação da nova cobrança — fruto da pressão do varejo tradicional brasileiro — pudesse gerar tensão diplomática com a China, o maior parceiro comercial do Brasil.

No entanto, por meio de negociações nos bastidores, o governo brasileiro conseguiu implementar a medida de forma gradual e em diálogo com os asiáticos, garantindo contrapartidas estratégicas.

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A diplomacia brasileira priorizou:

  • Manter o fluxo comercial com os asiáticos, fundamental para setores como agropecuária e tecnologia.

  • Estimular a nacionalização da produção, como no caso da Shein e da Shopee, que anunciaram fábricas no país.

  • Proteger empregos locais sem inviabilizar o acesso da população a produtos de menor custo.

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Investimentos e publicidade como resposta

Para suavizar os impactos da nova taxação e fortalecer a presença no país, as gigantes do e-commerce chinês intensificaram sua atuação:

  • Triplicaram a publicidade em mídias digitais, TV e redes sociais brasileiras entre março e abril.

  • Investiram em campanhas de imagem institucional, mostrando apoio à economia local e anunciando geração de empregos.

  • Criaram semanas de mega-descontos e frete grátis, para manter a base de consumidores fiéis.

Segundo especialistas em marketing digital, as plataformas chinesas hoje já figuram entre os maiores anunciantes do país, rivalizando com bancos, montadoras e redes de supermercados.

Impacto no comércio eletrônico

Com a construção de fábricas, o setor de e-commerce no Brasil deve viver:

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  • Redução no tempo de entrega para produtos antes enviados da Ásia.

  • Maior oferta de itens feitos sob demanda para o público brasileiro.

  • Geração de empregos formais diretos e indiretos.

  • Concorrência ainda mais forte com redes varejistas tradicionais.

Economistas apontam que, apesar da taxação, o Brasil conseguiu transformar um potencial conflito em oportunidade estratégica de atração de investimentos — algo raro em um cenário global de tensões comerciais. Pesquisas recentes apontam que crescimento na venda do comércio local de cidades, como Piracicaba.

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