quinta-feira, março 19
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Foto: Globo

Em uma tentativa de preservar seu protagonismo tecnológico na televisão brasileira, a Globo iniciou nesta semana os testes de transmissão do DTV+, uma versão turbinada da atual TV digital, com sinal em 4K e interatividade total. A nova tecnologia surge como uma ponte entre a televisão que conhecemos hoje e o streaming público gratuito que o Governo Federal pretende implantar a partir de 2026 — com desligamento progressivo da TV aberta tradicional até 2028.

O anúncio da Globo foi feito logo após a comemoração dos 60 anos da emissora e representa uma aposta ousada para se manter relevante em meio à transformação da mídia brasileira. A promessa de transmitir a Copa do Mundo de 2026 em 4K, com qualidade de cinema e opções interativas como compras em tempo real pela televisão, é um dos atrativos que a Globo quer explorar para não perder espaço no novo cenário.

DTV+ é transição para um novo ecossistema digital

A DTV+ é, na prática, um sistema de TV digital avançado. Ela permitirá que o telespectador interaja com a programação ao vivo, acesse conteúdos sob demanda e até compre produtos que aparecem em cena, tudo direto do controle remoto — o que, na prática, se aproxima do conceito de streaming, mas com sinal transmitido gratuitamente por antena.

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Enquanto isso, o Governo Federal prepara a implantação da TV 3.0, que substituirá definitivamente o modelo atual da TV aberta. O novo sistema transformará cada emissora em um serviço de streaming com sinal gratuito, acessível a toda a população e com apoio de infraestrutura pública. A previsão é que a TV 3.0 entre em fase de testes em 2026, com expansão progressiva até o desligamento total do sinal digital tradicional, previsto para 2028.

Globo tenta se posicionar antes do novo “apagar das luzes”

Ao se adiantar com o DTV+, a Globo tenta manter sua relevância num momento de grande transição tecnológica. A estratégia é clara: oferecer uma prévia do que será a TV do futuro, mas com a cara da emissora — e com seu controle sobre conteúdo, publicidade e relacionamento com o público.

O problema é que, com a TV 3.0, todo o ecossistema será reformulado. O conteúdo será acessado por meio de navegadores embutidos nas TVs, com interface semelhante à de aplicativos como Globoplay ou Netflix. A navegação será feita dentro de um ambiente único, com todas as emissoras funcionando como canais de streaming abertos, mas com algoritmos, personalização, publicidade segmentada e conteúdo sob demanda — exatamente como os serviços pagos de hoje, só que de graça e com concessão pública.

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Um novo modelo de concessão está em jogo

O que está em jogo é mais do que tecnologia: é o modelo de concessão pública de radiodifusão. O streaming público brasileiro, que está sendo estruturado pelo Governo Federal, pretende garantir acesso universal a conteúdo nacional, gratuito, democrático e competitivo com gigantes globais.

A Globo, que já foi líder incontestável em todas as frentes — da audiência ao avanço tecnológico —, agora corre para não perder protagonismo num novo jogo em que o campo será outro e as regras, bem diferentes.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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