
Enquanto o Rio de Janeiro vivia uma das operações policiais mais letais da história recente, com 64 mortos confirmados até a noite desta terça-feira (28), o presidente em exercício do Brasil era o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) — político com longa trajetória no enfrentamento ao crime organizado durante seus mandatos em São Paulo, quando o Primeiro Comando da Capital (PCC) ganhou destaque nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fora do país em viagem internacional na Ásia, onde se encontrou com Donald Trump (Republicanos), presidente dos Estados Unidos. Alckmin estava no cargo interinamente hoje (28), em meio à escalada da violência no Rio. A “guerra” entre forças policiais e o Comando Vermelho (CV) transformou comunidades como Penha e Alemão em zonas de confronto, com criminosos usando drones equipados com explosivos.
Durante sua gestão em São Paulo, Alckmin enfrentou diversas crises envolvendo o PCC, especialmente durante os ataques coordenados de 2006, quando o estado foi paralisado por rebeliões simultâneas em presídios e ataques a bases policiais. Na época, sua administração ficou marcada por medidas duras de contenção e pelo reforço no sistema de inteligência para desarticular o grupo criminoso.
Agora, no comando do país, mesmo que temporariamente, Alckmin acompanha a crise fluminense com experiência prévia em segurança pública, em um cenário em que o Comando Vermelho adota táticas inéditas no Brasil, como o uso de tecnologia militar adaptada.
A Presidência da República informou que o governo federal está monitorando a situação e mantém contato direto com o governador Cláudio Castro, que confirmou ter enviado relatórios à União após a repercussão de suas falas sobre o pedido negado de apoio das Forças Armadas.