domingo, março 15
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Entre os dias 13 e 16 de março, Austin, no Texas, torna-se o epicentro da inovação global durante o SXSW 2026. No coração do festival, a <b>SP House</b> funciona como hub internacional de geração de negócios para o Governo de São Paulo, reunindo 30 empresas selecionadas para conquistar investidores e expandir operações no exterior. A missão é clara: transformar conexões em contratos concretos. Como resume Stephanie Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, as companhias buscam "conhecer esse ambiente internacional" e estabelecer parcerias estratégicas com atores globais.

Três vertentes estratégicas de internacionalização

A delegação paulista foi montada por meio de uma curadoria rigorosa realizada pela InvestSP, agência estadual de promoção de investimentos. Os participantes foram distribuídos em três programas distintos, cada um focado em um pilar da economia paulista. O <b>SP Global Tech</b>, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, reúne dez startups de base tecnológica de alta performance. Já o <b>CreativeSP</b>, operado pela Secretaria da Cultura e Economia Criativa, selecionou dez empresas dos setores de audiovisual, games e entretenimento. Completando a comitiva, o <b>DiscoverSP</b> — fruto de parceria entre a Secretaria Municipal de Turismo e o Governo do Estado — traz outras dez companhias do setor turístico para promover São Paulo como destino global.

Crescimento expressivo nos resultados comerciais

A participação no SXSW já se consolidou como vetor de crescimento econômico mensurável. Na estreia da SP House em 2024, as empresas apoiadas geraram <b>R$ 100 milhões</b> em negócios. O desempenho de 2025 superou as expectativas ao atingir <b>R$ 172 milhões</b> — um salto de 72% em apenas um ano. Para a edição atual, a expectativa é romper novos patamares, consolidando o evento como plataforma efetiva de internacionalização e não apenas vitrine promocional. Desde 2022, o programa CreativeSP sozinho acumula mais de R$ 2 bilhões em expectativa de negócios gerados, enquanto o capital criativo paulista responde por cerca de 3% do PIB brasileiro.

Estrutura física e dinâmica de negócios

Localizada na Congress Avenue, a SP House deste ano dobrou de tamanho em relação à edição anterior, ocupando <b>2.200 m²</b> com capacidade para receber 600 pessoas simultaneamente. O espaço funciona como um ecossistema fechado de oportunidades, onde acontecem rodadas de pitch específicas para cada programa, além de reuniões one-on-one pré-agendadas entre empreendedores e investidores internacionais. Segundo Julia Saluh, diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, o diferencial está no contato interpessoal qualificado: "Realizamos uma curadoria prévia de empresas interessadas em fazer negócios com as companhias de São Paulo, olhando os setores e buscando investidores alinhados", explica.

Tecnologia voltada a soluções globais

A safra de startups do SP Global Tech reflete a diversidade da inovação paulista. A <b>Draiven</b> apresenta plataforma de análise baseada em inteligência artificial, enquanto a <b>GLR Tech</b> opera na frente de cleantech com tecnologia de captura de carbono. A <b>iNeeds</b> foca em prevenção de desastres naturais através de sensoriamento e automação, e a <b>Luckie Tech</b> se posiciona como healthtech especializada no cuidado de crianças em tratamento oncológico. "O SXSW foi campeão de interesse entre as startups do nosso sistema paulista de inovação. Este ano é muito sobre inteligência artificial, e aqui elas fazem conexões com atores internacionais, mostram o que estão fazendo e aprendem com tudo que veem no evento", observa Stephanie Costa.

Do entretenimento ao turismo experiencial

Paralelamente às tecnologias de ponta, o CreativeSP expõe o potencial da economia criativa paulista em segmentos como marketing digital, produção audiovisual e desenvolvimento de games. Simultaneamente, o DiscoverSP posiciona São Paulo como hub turístico para visitantes e investidores estrangeiros, com operadoras locais apresentando roteiros e experiências que vão além do circuito tradicional. A estratégia integrada permite que o estado seja apresentado como destino completo: inovador para negócios, rico em cultura e estruturado para receber turismo de alto padrão.

Protagonismo na criação de tendências

A postura das autoridades paulistas no festival vai além da promoção comercial. "São Paulo está aqui não para ser um observador, mas para criar as grandes tendências da inovação e da economia criativa", afirma Rui Gomes, presidente da InvestSP. A liderança do estado em transição energética tornou-se particularmente atrativa para delegações estrangeiras, que buscam na SP House entender modelos de transformação sustentável aplicáveis em outros mercados. "Ano passado, tivemos uma surpresa com um número grande de delegações tentando entender o que São Paulo está falando, o que tem aqui de oportunidades", completa Gomes, reforçando que a presença brasileira já gera fluxo espontâneo de interesse internacional.

Ao finalizar sua programação na segunda-feira (16), a SP House consolidará mais um ciclo de internacionalização que vai muito além da distribuição de cartões de visita. Com estrutura robusta, curadoria especializada e resultados financeiros crescentes, a iniciativa posiciona São Paulo não apenas como participante, mas como protagonista indiscutível do ecossistema global de inovação, tecnologia e economia criativa.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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