domingo, março 15
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A divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, denominada Força Municipal, iniciou oficialmente suas atividades neste domingo (15). Criada para reforçar o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação de pessoas, a unidade opera com agentes autorizados ao porte de arma de fogo, representando uma nova fase na segurança pública municipal.

Estreia em locais de alta incidência criminal

Neste primeiro dia de operação, os agentes foram designados para patrulhar regiões selecionadas mediante análise estatística de criminalidade. No Centro, as atividades concentram-se no entorno do Terminal Gentileza, da rodoviária Novo Rio e da Estação Leopoldina. Já na Zona Sul, o Jardim de Alah, área de transição entre Ipanema e Leblon próxima à orla, também recebeu o reforço. Os profissionais podem ser identificados pelas <b>boinas amarelas</b> e uniformes na mesma cor, que contrastam deliberadamente com o tradicional tom cáqui da Guarda Municipal convencional.

Armamento e protocolos tecnológicos

A nova força utiliza <strong>pistolas Glock</strong> com capacidade para 15 tiros, além de equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e tasers para imobilização. Para garantir transparência e proporcionalidade nas ações, o uso de <i>câmeras corporais e GPS é obrigatório</i>, permitindo o monitoramento em tempo real das operações. O patrulhamento ocorre a pé, em duplas ou trios, contando ainda com apoio de motos e viaturas para abordagens preventivas quando comportamentos suspeitos forem identificados.

Preparação e diretrizes de atuação

Os 600 agentes da Força Municipal passaram por meses de treinamento ministrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), seguindo um processo seletivo criterioso. "Os agentes passaram por um criterioso processo de seleção e agora, nas ruas, eles têm, diariamente, uma tarefa a cumprir e nós acompanhamos", afirmou o prefeito Eduardo Paes, ao acompanhar a saída das equipes do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), centro de comando da prefeitura. De acordo com o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a seleção e o treinamento técnico visam assegurar que os profissionais atuem "estritamente dentro da lei", buscando conquistar a confiança da população através da legalidade.

Críticas e questionamentos jurídicos

A criação da unidade armada enfrenta resistências mesmo sob a sombra da alta letalidade policial no estado. Na Câmara Municipal, o vereador Rogério Amorim (PL) criticou a contratação temporária de agentes sem concurso público, alertando que, em seis anos, esses profissionais poderiam migrar para o crime organizado. A vereadora Thais Ferreira (PSOL) classificou as justificativas da prefeitura como insuficientes, enquanto Tainá de Paula (PT), hoje secretária municipal, advertiu contra o risco da Força se tornar um "aparelho de higienização", reforçando a defesa histórica dos camelôs e da população em situação de rua. Paralelamente, duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionam a legalidade da contratação temporária com porte de arma.

Expansão planejada para novas regiões

A prefeitura planeja estender a atuação para outros 20 pontos da cidade em etapas subsequentes, incluindo trechos de Copacabana e Botafogo (Zona Sul), Centro, Barra da Tijuca (Zona Oeste), além de áreas próximas a estações de trem e metrô. Estão previstos também o entorno do Maracanã e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), estações entre São Francisco Xavier e Afonso Pena (Zona Norte), e regiões comerciais do Méier, Del Castilho e Madureira. Na Zona Oeste, o patrulhamento alcançará as estações ferroviárias de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, além de vias expressas na Barra. A escolha dos locais baseou-se em dados estatísticos sobre incidência de crimes patrimoniais e horários de maior concentração de ocorrências.

Apesar das controvérsias, a administração municipal defende a Força como um modelo de policiamento complementar às ações da Polícia Civil e Militar, controladas pelo estado. "A partir de agora vamos entrando, gradativamente, nas áreas da cidade onde os números de roubos e furtos são maiores, permitindo mais segurança", completou Paes, reforçando o caráter gradual da implementação em meio às tensões sobre a militarização dos espaços urbanos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

🚨 Mapa da ocorrencia

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A area destacada representa a regiao aproximada da noticia, preservando contexto geografico sem expor um ponto sensivel como endereco exato.

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Fonte: Índices regionais PIRANOT · Dados cruzados com fontes oficiais

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