O ex-banqueiro Daniel Varcaro teve atendido o pedido de transferência de um presídio de segurança máxima em Brasília (DF) para a carceragem da Polícia Federal, onde deve concluir as negociações de sua delação premiada. Segundo a CNN, a delação já é dada como certa, mas há dúvidas se, pela primeira vez na história do Brasil, uma força-tarefa entre o Ministério Público e a PF vai trabalhar junta no mesmo acordo. Nesta quinta-feira (19), fotos de um senador seminu com uma prostituta teriam sido encontradas no celular apreendido de Varcaro. O caso já é tratado como o “Epstein” brasileiro.
A revelação das imagens elevou a temperatura em Brasília e acendeu um alerta vermelho nos corredores do Congresso Nacional. O apelido — uma referência direta ao magnata americano Jeffrey Epstein, conhecido por usar segredos sexuais para chantagear a elite política e financeira — sugere que Varcaro pode ter operado um esquema robusto de extorsão e tráfico de influência envolvendo autoridades de alto escalão. Até o momento, a identidade do parlamentar é mantida sob rigoroso sigilo pelas autoridades para não comprometer o avanço das investigações.
A possível união inédita entre a Polícia Federal e o Ministério Público para a assinatura do acordo demonstra a gravidade e o potencial destrutivo do material probatório apresentado pela defesa do ex-banqueiro. Especialistas apontam que uma atuação conjunta entre as instituições eliminaria atritos processuais históricos e blindaria a delação contra contestações futuras nos tribunais superiores.
Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Varcaro afirmou em nota que não comenta processos e negociações que correm em segredo de Justiça. A expectativa é que as oitivas na sede da PF sejam intensificadas ao longo do final de semana. Caso o acordo seja formalizado e homologado, a “delação do fim do mundo” de Varcaro promete desencadear uma das maiores crises políticas e institucionais da história recente do país.
CASO MASTER | Vorcaro é transferido de presídio de segurança máxima para a carceragem da PF para concluir delação premiada; fotos de senador seminu com prostituta são localizadas em celular
Júnior Cardoso
Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.
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