Lideranças de caminhoneiros decidiram adiar a greve nacional que poderia começar nesta semana, após assembleia realizada no Porto de Santos no dia 19 de março. Apesar disso, a categoria mantém a possibilidade de paralisação para o próximo dia 26, caso não haja avanço nas negociações com o governo federal.
O principal motivo da insatisfação é a alta de mais de 20% no preço do diesel nas últimas semanas, impulsionada pelo aumento do petróleo em meio a conflitos no Oriente Médio.
Negociação com o governo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a MP 1.343/2026, que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete. A medida ajudou a adiar a greve e garantiu um “voto de confiança” da categoria.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que as negociações seguem intensas. Uma reunião com representantes dos caminhoneiros está marcada para o dia 25 de março.
Pressão sobre combustíveis e impostos
Segundo Guilherme Boulos, o aumento do diesel estaria ligado à atuação de distribuidoras como Ipiranga, Raízen e Vibra Energia. Ele também afirmou que o governo negocia com estados a redução do ICMS.
Governadores como Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Romeu Zema resistem à proposta de zerar o imposto estadual.
Já a Petrobras teria reajustado os preços, mas, segundo o governo, a redução de tributos federais como PIS e Cofins compensou o impacto.
Próximos passos
A decisão final sobre a paralisação deve ocorrer após a reunião do dia 25. Caso não haja acordo, o Brasil pode enfrentar uma nova greve de caminhoneiros já no dia 26, com possíveis impactos no abastecimento e na economia.
