Morre o ator Juca de Oliveira, de O Clone e Avenida Brasil, aos 91 anos em São Paulo
O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu na madrugada do dia 21 de março de 2026, aos 91 anos, em São Paulo. A morte encerra uma carreira de mais de seis décadas no teatro, na televisão e no cinema brasileiro.
Ele estava internado desde o dia 13 de março na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, tratando uma pneumonia associada a uma condição cardiológica. Juca era um dos nomes mais respeitados das artes cênicas do país e membro da Academia Paulista de Letras.
O legado em tela e palco
Na televisão, Juca construiu personagens marcantes. O papel mais célebre veio em 2001, quando interpretou o médico Dr. Augusto Albieri em O Clone — o cientista que cria o clone do protagonista. Antes, havia se destacado como João Gibão em Saramambaia, personagem misterioso eternizado pela cena do voo sobre a cidade de Bole Bole. Em 2012, viveu o vilão Santiago Moreira em Avenida Brasil, pai da personagem Carminha.
No teatro, atuou em mais de 60 peças, frequentemente em papéis centrais. A formação de bancário — profissão que abandonou pela arte — deu lugar a uma trajetória pautada pelo rigor artístico e pela autoria de textos próprios.
A crítica à Lei Rouanet
Juca de Oliveira foi um crítico contundente da Lei Rouanet, mecanismo federal de incentivo à cultura. O ator questionava o modelo de financiamento, defendendo que a estrutura beneficiava produções já consolidadas em detrimento de artistas emergentes. A posição colocava em debate o papel do Estado no fomento cultural.
Reações
A morte provocou manifestações de colegas de profissão. Ary Fontoura e Adriane Galisteu foram alguns dos famosos que lamentaram a perda nas redes sociais. O SBT divulgou nota oficial destacando a importância do ator, escritor e diretor para a cultura brasileira. O velamento acontece em São Paulo com detalhes ainda não divulgados pela família.
Com informações de G1 e Terra.








