domingo, março 22
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A cantora Chappell Roan fez sua estreia no Brasil no dia 21 de março para 85 mil pessoas no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, encerrando a turnê "The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour". O show transformou a fila de espera em um desfile drag com looks de até R$ 700 e maquiagem artística horas antes dos portões se abrirem.

Fãs começaram a chegar de madrugada. A estudante Julia da Rocha viajou de Curitiba, dormiu apenas duas horas após o primeiro dia do Lollapalooza 2026 e voltou à fila às 4h para garantir um lugar próximo ao palco. A espera se tornou uma extensão do evento, com participantes exibindo produções que demoraram meses para serem preparadas.

O que a fila revelou sobre o público

Para muitos fãs, Chappell Roan representa mais do que uma apresentação musical. "Ela me fez me descobrir como uma pessoa queer. Eu tinha isso muito fechado dentro de mim", disse Julia da Rocha. A carioca Marina Serra, de 19 anos, afirmou que a cantora "deixou mais confortável com a minha sexualidade".

A estética drag — com maquiagens elaboradas, cores vibrantes e figurinos performáticos — dominou o público. "Ela é uma mulher drag. A gente não vê representatividade de mulheres fazendo drag", completou Julia. O amigo Pedro Aluísio, de 19 anos, destacou o posicionamento político da artista em defesa da comunidade LGBTQIA+.

A polêmica após o encerramento

O clima de celebração foi ofuscado por uma denúncia nas redes sociais. O jogador Jorginho, do Flamengo, relatou que seguranças da cantora fizeram uma abordagem "extremamente agressiva" contra sua filha de 11 anos.

Até a publicação desta matéria, não havia resposta oficial da produção de Chappell Roan sobre o incidente. Também não há informação sobre registro em boletim de ocorrência.

Com informações de G1 Pop Arte.

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