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sexta-feira, abril 10
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Agronegócio

Diferença entre carne bovina e suína dispara e favorece consumo de suíno

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

A carne suína ganhou competitividade em março, atingindo o maior nível em quatro anos, desde 2022, frente à carne bovina. A análise é do Cepea de Piracicaba e considera a queda de quase 3% nos preços da carcaça suína.

A baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, período de menor procura, e o aumento nas exportações de carne bovina explicam a mudança. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou os dados nesta quinta-feira, 9 de abril.

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Preços em março e comparativo

Em março, a diferença de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo, um aumento de 6,8% em relação a fevereiro. A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em R$ 10,06 o quilo em março, um recuo de 2,8% em relação a fevereiro.

A baixa liquidez no mercado do animal vivo e da carne, devido à Quaresma, influenciou a desvalorização, segundo o Cepea. Em fevereiro, o preço da carcaça suína já havia registrado elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo.

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Exportações de carne bovina

O movimento de alta nas exportações de carne bovina in natura, iniciado no ano passado, continuou no primeiro trimestre de 2026. De janeiro a março, foram exportadas 701,662 mil toneladas, um volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex.

O preço médio pago por tonelada em março foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. “Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março”, detalhou o Cepea.

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Impacto no mercado interno

Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em alta, impulsionados pela demanda externa e pela oferta restrita de animais para abate. Em fevereiro, os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba.

O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba). Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.

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Agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã, que pode gerar preocupações, sobretudo entre exportadores, devido ao fechamento de canais de escoamento estratégicos e o aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos.

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