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quinta-feira, abril 9
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Política

Campos Neto falta à CPI do Crime pela 3ª vez; prazo final aperta

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu à CPI do Crime Organizado no Senado nesta quarta-feira (8). A ausência reacende o debate sobre a obrigatoriedade de depoimentos e o prazo final da comissão.

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

O que já sabemos:

  • Roberto Campos Neto não compareceu à CPI do Crime Organizado.
  • A defesa alegou decisão do STF para justificar a ausência.
  • Esta é a terceira vez que a CPI tenta ouvir o ex-presidente do BC.
  • Senador Contarato lamentou a falta de Neto, que poderia contribuir com informações.
  • Os membros da comissão avaliam as próximas medidas, com prazo final em 14 de abril.

A falta de Campos Neto ocorre após seus advogados comunicarem que a obrigatoriedade de sua presença violaria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele havia sido convocado como testemunha qualificada devido ao seu conhecimento técnico.

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A CPI do Crime Organizado foi criada para investigar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil. A comissão considera que Campos Neto, que presidiu o BC entre 2019 e 2024, possui informações relevantes para as investigações.

Tentativas frustradas e justificativas

Esta foi a terceira tentativa da CPI de obter o depoimento de Campos Neto. A primeira ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do STF, transformou a convocação em convite, tornando a participação do ex-presidente do BC facultativa.

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O colegiado insistiu no convite para uma reunião em 31 de março. Diante da recusa, a CPI aprovou a convocação de Neto para a reunião desta quarta-feira, na qual os parlamentares estão ouvindo o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A convocação, diferentemente do convite, torna obrigatória a presença da pessoa. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), lamentou a ausência de Campos Neto, ressaltando a importância de seu conhecimento para os trabalhos da comissão.

Prazo final e próximos passos

O tempo para a CPI concluir seus trabalhos é curto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o prazo da comissão, mantendo o dia 14 de abril como limite.

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Os membros da comissão agora avaliam as medidas a serem tomadas. A ausência de Campos Neto e o prazo final da CPI geram incertezas sobre a conclusão das investigações e a apresentação de um relatório final. A expectativa é que a comissão defina nos próximos dias quais serão os próximos passos a serem seguidos.

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A não prorrogação da CPI impacta diretamente a capacidade de aprofundar as investigações sobre o crime organizado no país. Sem a possibilidade de estender o prazo, a comissão terá que focar em pontos cruciais e acelerar a coleta de informações e depoimentos.

Com informações da Agência Brasil.

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