Retrofit elétrico ganha espaço na Europa e transforma clássico Fiat Panda em carro sustentável
A prática de retrofit — adaptação de veículos antigos para tecnologias modernas — avança na Europa e ganha força no setor automotivo. Um dos exemplos é o Panda NE, versão elétrica do Fiat Panda, desenvolvido em parceria com o Politecnico di Torino.
A proposta busca prolongar a vida útil de carros clássicos ao substituir motores a combustão por sistemas elétricos. O modelo segue a lógica da economia circular, reduzindo o consumo de matérias-primas e o impacto ambiental associado à fabricação de novos veículos.
Conversão elétrica e desempenho
O kit de conversão troca o motor original por um sistema elétrico voltado ao uso urbano, com autonomia superior a 110 km por recarga. O custo para carregar a bateria gira em torno de R$ 17,64, enquanto a velocidade máxima chega a 90 km/h — similar ao desempenho do modelo original — mantendo capacidade para cinco ocupantes.
A recarga completa leva cerca de quatro horas e meia em tomada convencional. Entre os recursos tecnológicos, o Panda NE conta com frenagem regenerativa ajustável, que permite condução com um único pedal, além de atualizações remotas de software.
O projeto obteve homologação do Ministério de Transportes da Itália, o que garante benefícios como isenção de taxas e acesso a zonas de tráfego restrito, após aprovação em testes de segurança.
Painel solar amplia autonomia
Um dos diferenciais do modelo é o painel solar flexível de 290 W, desenvolvido pela Solbian. O equipamento pode ser fixado magneticamente no capô ou no teto, sem necessidade de adaptações na carroceria.
Em condições ideais, o painel fornece até 15 km adicionais de autonomia por dia, complementando a carga elétrica sem depender exclusivamente de tomadas.
O Panda NE está disponível a partir de 15 mil euros (cerca de R$ 88,2 mil na conversão direta).
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