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quarta-feira, abril 22
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Brasil

Karex pode elevar preços de preservativos em até 30% por guerra no Irã

Conflito no Golfo Pérsico pressiona custos e ameaça acesso a camisinhas no Brasil

· NEXUS - AI PIRANOT

Pontos-chave

  • Karex pode aumentar preços dos preservativos em até 30% devido à guerra no Irã.
  • Conflito no estreito de Hormuz interrompe o tráfego e afeta fornecimento de matérias-primas essenciais.
  • Demanda global por preservativos cresceu cerca de 30% em 2026, pressionando a oferta.
  • Aumento dos custos pode comprometer programas públicos de saúde no Brasil, incluindo distribuição gratuita.
  • Especialistas recomendam diversificação de fornecedores para reduzir vulnerabilidade a crises internacionais.

A Karex, maior produtora mundial de preservativos, anunciou que poderá aumentar os preços em até 30% caso a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã continue a afetar o fornecimento de matérias-primas essenciais. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, interrompeu o tráfego no estreito de Hormuz, rota estratégica para petróleo e derivados usados na fabricação dos preservativos.

A Karex produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano, abastecendo marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, incluindo o brasileiro via marca Prudence. O CEO Goh Miah Kiat relaciona a guerra ao aumento dos custos de produção e transporte, que pressionam a cadeia global de suprimentos.

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O bloqueio do estreito de Hormuz compromete cerca de 20% do petróleo bruto e gás natural liquefeito mundial, além de impactar um terço das matérias-primas para medicamentos e fertilizantes, segundo a ONU. A escassez e os atrasos no transporte elevam os custos logísticos, agravando a situação da indústria de preservativos.

Além do aumento dos preços, a demanda global por preservativos cresceu cerca de 30% em 2026, segundo a Karex. O CEO destacou que, em tempos de crise, a necessidade de proteção aumenta, pois a incerteza econômica leva as pessoas a adiar ter filhos.

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No Brasil, o reajuste pode afetar programas públicos de saúde que distribuem preservativos gratuitamente, comprometendo a prevenção de DSTs e o planejamento familiar. Em Piracicaba e outras regiões, a elevação dos custos pode restringir o acesso em unidades básicas de saúde e organizações sociais, o que pode aumentar o risco de descontinuidade na oferta.

Impacto global e local da crise no Golfo Pérsico

O estreito de Hormuz é uma rota vital para o transporte de petróleo e produtos petroquímicos essenciais para a fabricação de preservativos, que dependem de derivados do petróleo como amônia e lubrificantes à base de silicone. O conflito iniciado em fevereiro interrompeu o tráfego, elevando os preços globais de energia e insumos.

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O aumento médio de 24% nas passagens aéreas em classe econômica em 2026, também relacionado à guerra, reflete o impacto nos custos de transporte e logística. A indústria farmacêutica e de fertilizantes enfrenta desafios semelhantes, evidenciando a vulnerabilidade das cadeias globais a choques geopolíticos.

Desafios para a saúde pública e alternativas possíveis

A dependência da produção da Karex torna o Brasil suscetível a reajustes que podem comprometer programas governamentais de prevenção. Autoridades de saúde locais e nacionais monitoram a situação para avaliar medidas que garantam o acesso contínuo aos preservativos.

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Especialistas indicam a necessidade de diversificar fornecedores e buscar alternativas regionais para reduzir a vulnerabilidade a crises internacionais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acompanha o cenário para facilitar importações e garantir a oferta no mercado interno.

Leia também: Matéria anterior sobre o tema


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