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quarta-feira, abril 22
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Economia

90% dos brasileiros veem impacto do conflito EUA-Israel-Irã na economia, mas inflação segue controlada

Pesquisa Ipsos-Ipec revela apreensão nacional diante da guerra, enquanto dados oficiais indicam cenário econômico estável

· NEXUS - AI PIRANOT

Pontos-chave

  • 90% dos brasileiros acreditam que o conflito EUA-Israel-Irã afetará a economia nacional.
  • Apesar da percepção popular, inflação mensal em março foi de 0,88% e Selic está em 14,75%, sem choque inflacionário imediato.
  • 92% esperam aumento nos preços dos combustíveis, 91% nos alimentos, e 89% no gás de cozinha e inflação.
  • 83% defendem que o Brasil mantenha neutralidade no conflito, rejeitando alinhamento com qualquer lado.
  • 64% consideram o ataque conjunto de EUA e Israel em fevereiro como desnecessário.

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 20 de abril de 2026 mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã afetará a economia do país, com 65% prevendo impacto muito forte. A população teme principalmente alta nos preços dos combustíveis, alimentos, gás de cozinha e inflação.

Apesar da percepção popular, dados oficiais do Banco Central indicam que a inflação medida pelo IPCA em março está em 0,88% e a taxa Selic permanece elevada em 14,75%, sem evidências claras de um choque inflacionário imediato decorrente do conflito.

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A pesquisa, realizada entre 8 e 12 de abril com 2 mil pessoas em 130 municípios, revela que 92% esperam aumento no preço dos combustíveis, 91% nos alimentos, 89% no gás de cozinha e na inflação. Além disso, 76% acreditam que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

A diretora-geral da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, destaca que a percepção de impacto econômico reflete o receio da população com os efeitos no bolso e uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou o conflito. Ela também aponta que 83% dos brasileiros defendem que o governo mantenha neutralidade no conflito.

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O conflito teve início em fevereiro de 2026, com ações militares dos EUA e Israel que causaram destruição no Irã. Historicamente, crises no Oriente Médio influenciam preços internacionais do petróleo, afetando o custo dos combustíveis no Brasil, país que importa derivados e sofre com a volatilidade cambial, como mostra a cotação do dólar próxima de R$ 5,00.

Percepção popular versus dados econômicos oficiais

A percepção majoritária da população é de que o conflito terá impacto severo na economia, especialmente no aumento dos preços básicos. No entanto, o IPCA de 0,88% em março e a Selic em 14,75% indicam que o Banco Central mantém uma política monetária restritiva para conter pressões inflacionárias, sem evidências claras de um choque imediato ligado à guerra.

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Especialistas econômicos alertam que a alta da Selic, a maior dos últimos anos, pode estar relacionada a fatores internos e externos, não exclusivamente ao conflito. O câmbio elevado pressiona custos de importação, mas o impacto direto do conflito na economia brasileira ainda é incerto.

Neutralidade e postura do governo diante do conflito

A pesquisa Ipsos-Ipec mostra que 83% dos brasileiros defendem que o Brasil mantenha uma postura neutra no conflito entre EUA, Israel e Irã. Apenas 10% apoiam explicitamente o bloco liderado por Estados Unidos e Israel, e 2% a posição do Irã.

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A diretora-geral da Ipsos-Ipec ressalta que a população tem uma visão crítica sobre o início das hostilidades, com 64% considerando o ataque conjunto de EUA e Israel em fevereiro como desnecessário. Essa percepção reforça a demanda por uma política externa que não se alinhe a nenhum dos lados.

O impacto econômico e diplomático do conflito, portanto, é acompanhado de perto pela população, que demonstra preocupação com a estabilidade interna e a manutenção de relações equilibradas no cenário internacional.

 

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