Michelle Bolsonaro veta Mário Frias e acirra disputa do PL ao Senado em SP
Ex-primeira dama rejeita candidatura de Frias, favorecendo André do Prado na definição do PL
Pontos-chave
- Michelle Bolsonaro vetou publicamente a candidatura de Mário Frias ao Senado por São Paulo.
- André do Prado é o favorito do PL, com apoio de Valdemar Costa Neto e articulação junto a Eduardo Bolsonaro.
- A disputa expõe fissuras pessoais e estratégicas no bolsonarismo, com impacto na base eleitoral paulista.
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro vetou publicamente a candidatura do deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Senado por São Paulo, gerando um racha interno no PL paulista, segundo a Folha de S.Paulo. A decisão intensificou a disputa entre Frias, André do Prado e Ricardo Mello Araújo pela vaga, com o desfecho nas mãos de Eduardo Bolsonaro, conforme o Estadão.
O PL enfrenta uma disputa acirrada para definir seu candidato ao Senado em São Paulo nas eleições de 2026, com três nomes principais: o favorito André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp); o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, terceira via apoiada por Jair Bolsonaro; e Mário Frias, que tem o veto de Michelle Bolsonaro, conforme o Diário do Centro do Mundo e o Brasil 247.
A rejeição de Michelle Bolsonaro a Frias decorre do histórico de declarações do deputado contra pautas de inclusão, tema defendido pela ex-primeira dama. Frias chegou a afirmar em abril de 2025 que a “ladainha da inclusão deve ser eliminada da direita”, o que motivou seu veto, segundo a Folha e o Politiza Brasil.
André do Prado conta com o apoio do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que tem articulado diretamente com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos desde março para garantir o apoio ao candidato, conforme o Estadão e a Infomoney. Eduardo Bolsonaro foi designado para definir o nome do partido para o Senado em São Paulo, após delegação de Flávio Bolsonaro, segundo o Globo.
Ricardo Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo, tem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas está isolado dentro do PL, o que reduz suas chances, conforme o Diário do Centro do Mundo e o G1. A disputa expõe fissuras pessoais e estratégicas no bolsonarismo, com potencial impacto na coesão do PL e na base eleitoral do partido no interior paulista.
Conflitos pessoais e estratégicos no bolsonarismo
A relação pessoal entre Michelle Bolsonaro e Mário Frias é ruim, fator que influencia diretamente o veto público à sua candidatura, segundo o Diário do Centro do Mundo. Frias tem priorizado a pauta da anistia aos presos pelo 8 de janeiro, tema controverso dentro do bolsonarismo, conforme o Politiza Brasil.
Essa disputa interna reflete não apenas divergências políticas, mas também conflitos pessoais que fragilizam a unidade do PL paulista. A interferência familiar na escolha do candidato levanta questionamentos sobre transparência e conflito de interesses no processo, segundo o Brasil 247.
Impacto na política paulista e no interior
A definição do candidato do PL ao Senado em São Paulo tem impacto direto na política estadual, especialmente no interior paulista, onde o partido busca consolidar sua base eleitoral. A articulação de André do Prado, com forte atuação na Alesp, pode fortalecer a presença do PL na região, conforme o Estadão e o G1.
A fragmentação provocada pelo veto de Michelle Bolsonaro a Frias pode enfraquecer a mobilização do partido em municípios estratégicos, afetando alianças e estratégias eleitorais, segundo o Diário do Centro do Mundo. A decisão final de Eduardo Bolsonaro será determinante para a coesão do PL e seu desempenho nas eleições de 2026.
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