A possibilidade de municipalização de oito escolas estaduais de Piracicaba dominou os debates durante a 29ª Reunião Ordinária ontem (22), quando foi abordado pela oradora Patrícia Fedrizzi da Silva, mãe de alunos de uma das escolas, na Tribuna Popular. Membros do Governo Almeida teriam feito um vídeo em frente a uma escola falando sobre isso, segundo o ex-presidente da Câmara de Vereadores e vereador, Gilmar Rotta (PP), que tratou o tema como “mal entido.
Após a mãe, os vereadores debateram e aprovaram em regime de urgência, por unanimidade, a moção nº 69/2023, de autoria do vereador Laércio Trevisan Jr. (PL), de apelo ao secretário estadual de Educação, Renato Feder, para que a municipalização não aconteça. Durante a discussão, o vereador Paulo Campos (Podemos) adiantou que vai protocolar um requerimento para convocação de uma audiência pública sobre o tema.
A proposta envolveria as escolas estaduais Honorato Faustino, Professor Afonso José Fioravante, Professora Jaçanã Altair Pereira Guerrini, Comendador Mário Dedini, Professora Mirandolina de Almeida Canto, Morais Barros, Samuel de Castro Neves e Alcides Guidotti Zagatto.
Ao discutir a moção, Trevisan Jr. destacou que as escolas possuem altos índices no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e que a Honorato Faustino se configura entre as 100 melhores do País e a primeira do Estado. Ele criticou que a proposta tenha surgido de forma abrupta e sem discussão com a comunidade escolar.
A vereadora Rai de Almeida (PT) salientou a qualidade dos professores da rede municipal de ensino, mas ponderou que a categoria não tem recebido o devido estímulo para o trabalho e tem atuado em carga horária dobrada. “Somos contra a municipalização nos moldes como está sendo proposto, enfiando goela abaixo. Precisamos fazer o debate”, afirmou.
A vereadora Ana Pavão (PL) disse que participou de uma reunião, na última sexta-feira (19), com o secretário municipal de Educação, Bruno Roza, com o dirigente de ensino, Fábio Negreiros, e com diretores das escolas em questão. Segundo a parlamentar, houve a garantia de que não há nada formalizado em relação à municipalização das unidades. Ela explicou que havia apenas um desejo do prefeito Luciano Almeida (sem partido) em assumir as escolas, mas que a proposta seria colocada em debate com a comunidade escolar.
O vereador Paulo Campos (Podemos) colocou que a mudança afetaria um universo de 2,5 mil alunos, além da rotina de pais e professores, que já estão satisfeitos com o programa de ensino integral e com a qualidade da educação oferecida nas unidades. “Em time que está ganhando, não se mexe”, avaliou. O vereador Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira, elencou as dificuldades que o município já possui na gestão da educação, como a falta de produtos na merenda, professores mal remunerados e falta de segurança nas escolas.
Mal entendido
Para o vereador Gilmar Rotta (PP), o fato foi criado pelo próprio prefeito e pelo secretário, quando gravaram um vídeo em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação e citaram a proposta de municipalização. Entre os problemas citados pela categoria, segundo o vereador, estão a necessidade de realocação de professores e a falta de estrutura para os profissionais da rede municipal, se assumirem o trabalho. Ele incitou o prefeito e o secretário para que corrijam a fala, caso tenha sido mal explicada.
O vereador Paulo Campos (Podemos) colocou que a mudança afetaria um universo de 2,5 mil alunos, além da rotina de pais e professores, que já estão satisfeitos com o programa de ensino integral e com a qualidade da educação oferecida nas unidades. “Em time que está ganhando, não se mexe”, avaliou. O vereador Cássio Luiz Barbosa (PL), o Cássio Fala Pira, elencou as dificuldades que o município já possui na gestão da educação, como a falta de produtos na merenda, professores mal remunerados e falta de segurança nas escolas.