
A morte de Silvio Santos, um dos maiores ícones da televisão brasileira, trouxe à tona uma série de decisões que contrastam fortemente com a forma como o SBT lidou com a perda de grandes nomes do passado. A emissora, que é a terceira maior do país, é uma grande geradora de empregos e importante para mover o setor audiovisual. Em 1986, quando o apresentador Flávio Cavalcanti faleceu, o SBT tomou a decisão de suspender sua programação por 24 horas, deixando a tela preta como sinal de luto e respeito. Esse gesto marcou um momento de profunda reverência, demonstrando o impacto que Cavalcanti tinha na emissora e no público brasileiro.
Porém, com a morte de Silvio Santos, o SBT optou por um caminho diferente, atendendo a um pedido explícito do próprio apresentador, que sempre evitou o que considerava “sensacionalismo” em torno de sua figura. Silvio, que comandou a emissora por décadas e se tornou uma das personalidades mais queridas do país, preferiu um sepultamento simples, sem velório público, e expressou o desejo de que sua partida fosse tratada com discrição.
A decisão de evitar o sensacionalismo
Silvio Santos era conhecido por seu controle rigoroso sobre sua imagem e sobre a forma como conduzia sua vida pessoal e profissional. Para ele, a ideia de um espetáculo em torno de sua morte era algo a ser evitado a todo custo. De acordo com fontes próximas, Silvio sempre deixou claro que não queria homenagens grandiosas ou qualquer tipo de cobertura que pudesse ser interpretada como sensacionalista. Ele desejava uma despedida simples e discreta, em linha com sua filosofia de vida. Uma tela preta, resolveria.
Essa postura inicial contrastou fortemente com a expectativa do público e de muitos fãs, que se lembravam da reverência mostrada pelo SBT em 1986, quando a emissora, em um gesto inédito, tirou do ar toda a sua programação por um dia em respeito a Flávio Cavalcanti. A escolha de não repetir esse ato de luto profundo para Silvio Santos chocou muitos, que esperavam que a emissora prestasse uma homenagem de igual grandeza ao seu fundador.
O silêncio que chocou
A decisão de não interromper a programação imediatamente e de anunciar a morte de Silvio Santos, ou de entrar em “luto”, mas publicar só nas redes sociais, gerou uma onda de críticas e perplexidade entre os telespectadores. A escolha de manter a programação normal, enquanto outras emissoras entravam em plantão para noticiar o falecimento, foi vista por muitos como uma quebra de protocolo e um desrespeito ao legado de Silvio. O silêncio do SBT, que se estendeu por um período considerável antes de uma repórter finalmente aparecer para dar a notícia ao vivo, chocou o público que sempre viu na emissora um reflexo do próprio Silvio Santos.
Mais do que já era vísivel, a família Abravanel mostra que ainda não conseguiu assumir o comando da TV e, provavelmente, falha com toda a equipe de comando que, no caos, não consegue resolver “os incêndios”, ou não tem permissão para isso.