Por Júnior Cardoso – PIRANOT
A atriz Fernanda Torres está promovendo sua carreira internacional nos Estados Unidos e, como parte da divulgação, participou de algumas entrevistas em grandes redes de TV americanas. No entanto, um detalhe chamou a atenção: todas as emissoras que a entrevistaram registraram 0 ponto de audiência, ou seja, alguma coisa menor que 1 ponto. Além disso, os bate-papos duraram, no máximo, quatro minutos em programas e oito minutos em talk-show’s, um choque para quem está acostumado com a TV brasileira, onde entrevistas podem se arrastar por horas.
O fenômeno reflete dois contrastes gigantescos entre a televisão nos EUA e no Brasil: a audiência da TV aberta norte-americana e a diferença na forma como as emissoras entregam conteúdo ao público. Lá é natural o O de audiência de todos, todos os canais. Sim, todos dão “0” alguma coisa de Ibope.
TV aberta nos EUA
A primeira grande diferença é que, nos Estados Unidos, a TV aberta sempre teve sua audiência muito dividida, diferente no Brasil que alguns canais. como a Globo, SBT e Record, que concentram quase 90% da audiência. Lá, não! Dar zero alguma coisa é normal.
Diferente da TV norte americana, a brasileira enfrenta a dependência de conteúdos “esticados” para preencher a programação. Como os programas precisam durar duas, três, quatro horas ou mais, os produtores acabam alongando os temas ao máximo. E, o público, não suporta mais.
✍️ Júnior Cardoso – Diretor e editor-chefe do PIRANOT
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Júnior Cardoso
Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.
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