ARTIGO
22 de outubro de 2025 · 3 min de leitura

Da TV ao celular: como o público de Piracicaba migrou parte do lazer para telas pequenas

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Fonte: FreePik

Piracicaba vive uma transição no lazer doméstico. A internet alcança milhões de domicílios no país e serviços sob demanda ocupam espaço nas salas. Levantamentos recentes registram queda da presença da TV tradicional. Em paralelo, jogos digitais se consolidam, e o smartphone assume protagonismo nas escolhas de entretenimento.

Como o celular ganhou prioridade no lazer

O celular ganha prioridade no lazer por uma combinação de disponibilidade, personalização e rapidez. O ponto de virada aparece na sala de estar. Segundo o IBGE, a parcela de domicílios brasileiros sem aparelho de TV passou de 2,8% em 2016 para 5,1% em 2022. Em números absolutos, isso equivale a uma diminuição de aproximadamente 3,8 milhões de famílias. A tela grande deixa de ser o único ponto de contato com vídeos e séries e os apps passam a ocupar lacunas do dia com acesso imediato a conteúdo.

Com esse pano de fundo, o jogo digital virou companhia diária. Segundo a Pesquisa Game Brasil 2025, 82,8% dos brasileiros jogam conteúdos digitais, representando um crescimento de 8,9% na comparação anual. Além disso, quase nove em cada dez participantes (88,8%) colocam os jogos digitais entre as formas de lazer mais relevantes, e 80,1% afirmam que essa é sua opção principal, com o smartphone concentrando grande parte das sessões devido à praticidade e disponibilidade.

O resultado é um lazer cotidiano centrado na tela pequena, que favorece formatos curtos, navegação direta e respostas rápidas, caminho natural para experiências pensadas primeiro para o celular.

Mobile-first no entretenimento

No entretenimento digital, mobile first virou padrão. Telas verticais, botões grandes e fluxo a um toque reduzem esforço e mantêm a atenção. Carregamento progressivo, fonte legível e microinterações garantem continuidade, com navegação simples, inclusive via dados móveis.

Entre as plataformas nascidas no smartphone, o Bumble ajuda a visualizar essa ideia. A tela mostra um cartão por vez, o gesto de deslizar resolve a escolha e as instruções aparecem logo no início. Botões ao alcance do polegar, texto enxuto e resposta imediata mantêm o ritmo. O aplicativo roda leve em rede móvel e em wi-fi, com poucos toques para concluir cada ação.

No campo dos jogos, um exemplo conhecido no imaginário popular brasileiro é o Fortune Tiger online. Nele, a experiência prioriza rodadas curtas, leitura imediata de símbolos e carregamento leve. Botões de ação ocupam regiões de fácil alcance do polegar. O feedback visual é imediato e o ciclo se encerra em poucos toques, reforçando o desenho mobile first.

Produtos que atendem a esses pontos entregam clareza em condições diversas de conexão e permitem lazer cotidiano que começa e termina no celular, sem dependência de ambientes fixos.

Fonte: FreePik

Efeitos práticos no lazer e na mídia local

Na prática, o foco em mobile orienta prioridades. Para quem publica, peso de arquivo baixo, tipografia nítida e elementos clicáveis determinam a entrega em redes variadas. Para quem consome, vídeos curtos e jogos de rodada rápida demandam leitura instantânea de estado e resposta imediata. Notícias locais, agenda cultural e formatos de entretenimento circulam melhor quando cabem na mão e carregam rápido.

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