Campos Neto falta à CPI do Crime pela 3ª vez; prazo final aperta
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu à CPI do Crime Organizado no Senado nesta quarta-feira (8). A ausência reacende o debate sobre a obrigatoriedade de depoimentos e o prazo final da comissão.
O que já sabemos:
- Roberto Campos Neto não compareceu à CPI do Crime Organizado.
- A defesa alegou decisão do STF para justificar a ausência.
- Esta é a terceira vez que a CPI tenta ouvir o ex-presidente do BC.
- Senador Contarato lamentou a falta de Neto, que poderia contribuir com informações.
- Os membros da comissão avaliam as próximas medidas, com prazo final em 14 de abril.
A falta de Campos Neto ocorre após seus advogados comunicarem que a obrigatoriedade de sua presença violaria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele havia sido convocado como testemunha qualificada devido ao seu conhecimento técnico.
A CPI do Crime Organizado foi criada para investigar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil. A comissão considera que Campos Neto, que presidiu o BC entre 2019 e 2024, possui informações relevantes para as investigações.
Tentativas frustradas e justificativas
Esta foi a terceira tentativa da CPI de obter o depoimento de Campos Neto. A primeira ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do STF, transformou a convocação em convite, tornando a participação do ex-presidente do BC facultativa.
O colegiado insistiu no convite para uma reunião em 31 de março. Diante da recusa, a CPI aprovou a convocação de Neto para a reunião desta quarta-feira, na qual os parlamentares estão ouvindo o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A convocação, diferentemente do convite, torna obrigatória a presença da pessoa. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), lamentou a ausência de Campos Neto, ressaltando a importância de seu conhecimento para os trabalhos da comissão.
Prazo final e próximos passos
O tempo para a CPI concluir seus trabalhos é curto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o prazo da comissão, mantendo o dia 14 de abril como limite.
Os membros da comissão agora avaliam as medidas a serem tomadas. A ausência de Campos Neto e o prazo final da CPI geram incertezas sobre a conclusão das investigações e a apresentação de um relatório final. A expectativa é que a comissão defina nos próximos dias quais serão os próximos passos a serem seguidos.
A não prorrogação da CPI impacta diretamente a capacidade de aprofundar as investigações sobre o crime organizado no país. Sem a possibilidade de estender o prazo, a comissão terá que focar em pontos cruciais e acelerar a coleta de informações e depoimentos.
Com informações da Agência Brasil.
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