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sexta-feira, abril 10
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Suécia: Homem julgado por forçar esposa a sexo com 120 homens

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

– Um homem de 61 anos está sendo julgado na Suécia por coerção sexual.
– Ele é acusado de forçar a esposa a ter relações sexuais com mais de 120 homens.
– O julgamento, com duração prevista de 14 dias, ocorre em Härnösand.
– Imagens de câmeras de vigilância instaladas na casa do casal serão usadas como prova.
– A promotoria alega que o réu drogava a vítima para explorar seus limites.


Homem de 61 anos começou a ser julgado na Suécia nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, acusado de forçar sua esposa a manter relações sexuais com mais de 120 homens. O caso, que ganhou atenção internacional, tem detalhes sobre o uso de violência e drogas.

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Segundo a acusação, o homem se aproveitava do isolamento da fazenda onde moravam, perto de Kramfors, para cometer os abusos. Ele também teria usado câmeras de vigilância e drogas para forçar a vítima a se prostituir com homens que ele encontrava online.

O réu nega as acusações e alega que os encontros eram consensuais, afirmando que apenas ajudava a organizá-los. O julgamento, que está sendo comparado ao caso do francês Dominique Pelicot, conhecido por drogar e permitir que outros homens estuprassem sua esposa, começou em Härnösand, cidade na costa leste da Suécia.

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Detalhes do julgamento

Durante a leitura das acusações, o réu permaneceu imóvel, segundo relatos da imprensa local. Para proteger a identidade da vítima, que já se divorciou do acusado e não teve o nome divulgado, o tribunal optou por realizar parte da sessão a portas fechadas.

De acordo com as denúncias, os abusos começaram em 2022, quando o homem passou a obrigar a esposa a se relacionar sexualmente com homens que viajavam de diversas partes do país até a casa deles, em troca de pagamento. A situação só teria terminado quando a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia, em outubro de 2025.

O homem foi acusado de diversos crimes, incluindo estupro, tentativa de estupro e agressão. A promotora Ida Annerstedt declarou ao jornal sueco Expressen que o ex-marido explorava a vulnerabilidade da vítima e o medo que ela sentia dele para normalizar o comportamento coercitivo.

Provas e depoimentos

Além das câmeras de vigilância, que registravam os encontros sexuais, a promotoria também pretende apresentar como provas mensagens online, comprovantes de pagamento e anotações em agendas. O réu também é acusado de ameaçar a esposa de morte, dizendo que a queimaria com gasolina e cortaria seus dedos, conforme consta na denúncia.

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Até o momento, 28 dos 120 homens identificados pelas autoridades suecas foram acusados em relação ao caso. A maioria nega as acusações, alegando que não mantiveram relações sexuais com a mulher ou que não pagaram por elas.

A advogada de defesa, Martina Michaelsdotter Olsson, afirmou à emissora SVT que seu cliente não reconhece a mesma versão dos fatos apresentada pela promotoria. A previsão é que o julgamento dure 14 dias.

Com informações de Laura Gozzi e Aleks Phillips/Getty Images.

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