quarta-feira, março 11

Será um dos principais números apresentados por João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, na primeira reunião do CDES – Conselho de Desenvolvimento Economico Social nesta segunda-feira (21), em Brasília, onde tomará posse como um dos conselheiros.

Representada ainda pelo diretor de ação política da entidade, Germano Rigotto, a ABIMAQ participa do Conselho que vai debater os caminhos para a retomada do desenvolvimento com propostas concretas e factíveis, lembrando a necessidade de retomada dos níveis de emprego para que o desenvolvimento possa ocorrer. Marchesan lembra que o setor tem sido o principal exportador da indústria de transformação. “As exportações, que historicamente são um terço das vendas – explica – caíram em dólares 24,4% em 2016 em relação a 2012 e as vendas no mercado interno são hoje apenas 40% do que eram em 2012. Neste período foram perdidos cerca de 80.000 empregos diretos e mais 160.000 indiretos”.

De acordo com ele, o governo precisa tomar medidas urgentes para restaurar o emprego no País e uma das formas é tomando algumas medidas que possam fazer com que os investimentos voltem a ocorrer. “Considerando que a retomada sustentada dos investimentos não deverá ocorrer antes de 2018 – explica Marchesan – o setor precisa de apoio financeiro para fazer a travessia 2016/17, com a reestruturação de suas dívidas bancárias e tributárias e com um câmbio competitivo, tanto para exportar, quanto para recompor margens que permitam sua desalavancagem”.

Marchesan alerta: “Em função da conjuntura recessiva, que já vai para três anos, a indústria brasileira de bens de capital encontra‐se fragilizada, operando no vermelho há mais de dois anos e enfrentando sérios riscos de sobrevivência. Sem medidas de apoio, não terá condições de sustentar empregos e manter o capital de giro necessário para atender a futura demanda que irá, mais uma vez, para importações”.

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Medidas de apoio – De acordo com Marchesan, “para que o setor e sua cadeia de fornecedores não sejam irremediavelmente comprometidos com a continuidade da falta de investimento e mantenha as condições de atender a demanda, que deverá surgir a partir de 2018, a Indústria de Bens de Capital precisa de medidas emergenciais de apoio, tais como:

Programa de refinanciamento dos débitos fiscais federais e apoio do Governo para programas estaduais assemelhados, com carência mínima de 2 anos;

Fortalecimento do papel de fomento do BNDES no apoio à indústria, com a criação de linhas de capital de giro, destinadas principalmente à pequena e média indústria, com custo Selic o que elimina qualquer subsídio do Governo, utilizando para tanto o caixa ocioso, aí incluídos os R$ 100 bilhões que não deveriam ser devolvidos ao Tesouro.

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Câmbio competitivo – Com baixa volatilidade e com um mínimo de previsibilidade. Marchesan finaliza considerando ainda imprescindível a repactuação das dívidas tributárias, contrapartida da indústria nacional nas PPI e investimentos públicos.

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Júnior Cardoso

Júnior Cardoso

Jornalista

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte,…

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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