sábado, março 7
Foto: Divulgação

Em encontro na Secretaria Municipal da Ação Cultural (Semac), na última quinta-feira (06), a Raízen apresentou ao prefeito Luciano Almeida projeto de restauração dos barracões 7A e 7B no Engenho Central. O objetivo da iniciativa é garantir a preservação dos prédios, mantendo a originalidade da construção, e disponibilizá-los como espaços multiuso, voltados ao turismo e cultura.

A idealização do projeto é do Instituto Raízen e o aporte financeiro para custear as obras será pleiteado com o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet.

“O projeto inicial foi apresentado e discutimos sobre as possibilidades, as necessidades e qual a melhor forma de utilização do espaço. É uma iniciativa importante, focada na preservação estrutural e histórica do Engenho Central. A partir dessa pré-apresentação, solicitamos algumas adequações ao projeto e que seja desenvolvido um cronograma de execução, constando todas as etapas, até a conclusão das obras. Nossa meta é que tudo esteja pronto até agosto de 2024”, ressaltou Luciano Almeida.

A Raízen, seguindo inventário de danos dos barracões no Engenho, deve restaurar madeiramento, telhados, pisos e vidros como um todo, além de executar todas as implantações elétricas e hidráulicas necessárias.

“Com esse projeto, apresentamos nosso compromisso em deixar um legado para a cidade. A restauração desses espaços, mantendo a originalidade e a fidelidade de sua construção, é uma forma de preservar a história de Piracicaba e também da Raízen, já que o Engenho Central foi uma usina de cana-de-açúcar e isso reflete na história da empresa”, salientou o presidente do Conselho Raízen de Cultura, Pedro Mizutani.

O restauro, conforme apresentado, vai observar as diretrizes sobre preservação e readequação de edifícios históricos. Após a readequação do projeto, ambos os conselhos responsáveis por avalizar obras desse nível, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico) e o Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural), serão consultados para que haja concordância e liberação do projeto, para posterior início dos serviços.

PATRIMÔNIO – O antigo Engenho de Açúcar foi fundado em 19 de janeiro de 1881 pelo Barão de Rezende, na margem direita do rio Piracicaba, e foi um dos mais importantes produtores de açúcar a álcool até 1950, quando houve uma queda na produção, devido a falta de mão-de-obra especializada, dificuldade de manutenção das máquinas e a concorrência com países latino-americanos. Vendido em 1889 para três franceses (Durocher, Doré e Maurice Allain), passou a chamar Societé de Sucrerie Brèsilliennes e a produzir cerca de 100 mil sacas de açúcar e três milhões de litros de álcool por ano. Desativado em 1974, o Engenho Central é reconhecido atualmente como patrimônio histórico da cidade, tombado pelo Codepac em 1989.

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Jornalista formada pela Universidade Metodista de Piracicaba. Trabalhou em campanhas políticas e estagiou na Câmara de Vereadores de Piracicaba. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde 2018.

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