domingo, março 22
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O governo federal fiscalizou 1.180 postos e distribuidoras de combustíveis em 25 estados desde 9 de março e aplicou 36 multas por aumento abusivo de preços. A operação coordenada entre a ANP e os Procons atingiu 179 municípios, segundo balanço divulgado em 20 de março.

A fiscalização começou após o barril de petróleo tipo Brent saltar de cerca de US$ 70 para US$ 110 com a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, segundo a Agência Brasil. O governo federal havia zerado as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para conter a escalada de preços — mas a Petrobras reajustou o combustível em R$ 0,38 no sábado, 14 de março.

O que diz o governo

O ministro Guilherme Boulos classificou os aumentos como "banditismo" e "crime contra a economia popular" em declarações em 20 de março. "As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo", afirmou. Boulos disse que a Polícia Federal e órgãos de defesa do consumidor realizam operações diárias que podem resultar em prisão de representantes dos estabelecimentos.

Reação dos caminhoneiros

Lideranças do movimento dos caminhoneiros decidiram não fazer greve em assembleia no Porto de Santos no dia 19 de março, após o governo se comprometer a atender demandas da categoria. Um encontro com Boulos está marcado para 25 de março no Palácio do Planalto. O governo também publicou a Medida Provisória 1.343/2026, que pune transportadoras que descumprem o piso do frete — com possibilidade de cassação do registro em caso de reincidência. Multas aplicadas nos últimos três meses somam mais de R$ 400 milhões.

O que muda para o consumidor

O preço do diesel impacta diretamente o custo do transporte de mercadorias e a produção agropecuária no interior paulista. A tentativa do governo de conter aumentos especulativos busca evitar repasses adicionais ao custo de vida e ao preço de produtos nas prateleiras.

Com informações de Agência Brasil.

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