Juca de Oliveira morreu na madrugada de 21 de março de 2026, aos 91 anos, em São Paulo, vítima de pneumonia. O ator estava internado em UTI cardíaca desde 13 de março e não resistiu à infecção após uma semana de tratamento.
A morte encerra uma carreira de mais de seis décadas em que Juca transitou entre teatro, televisão e cinema com a mesma intensidade. Ele ficou conhecido pelo público da TV por papéis em novelas como "O Clone", "Avenida Brasil", "O Rei do Gado" e "Páginas da Vida", mas era no teatro que concentrava sua paixão principal.
O legado nos palcos e telas
Juca de Oliveira começou a carreira nos anos 1950 e construiu uma filmografia que inclui produções como "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha. Na televisão, alternou entre personagens marcantes e participações especiais até 2024.
O ator também foi autor e diretor teatral. Escreveu peças encenadas no Brasil e no exterior, e dirigiu montagens que circularam por diversos estados. A família não informou, até a publicação, se haverá cerimônia pública de despedida.
A crítica à Lei Rouanet
Em entrevistas nos últimos anos, Juca de Oliveira criticou a forma como a Lei Rouanet era aplicada. Ele defendia que o mecanismo de incentivo fiscal beneficia produções já consolidadas em detrimento de artistas emergentes.
"O dinheiro público vai para quem não precisa", afirmou em entrevista reproduzida pela imprensa. A declaração circulou em redes sociais na manhã de sua morte, com mensagens de lamento de colegas e fãs.
O ator deixou um arquivo documental sobre sua obra que está sendo organizado por pesquisadores. O material inclui textos inéditos, fotografias de espetáculos e gravações de apresentações.
Com informações de Terra e Agência Brasil.







