Porto de Santos prioriza navios de combustível para evitar desabastecimento em SP
Santos prioriza navios de combustível para evitar desabastecimento em São Paulo, informou a Autoridade Portuária de Santos (APS). A medida visa mitigar os impactos da crise energética global, intensificada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
A decisão é motivada por um parecer da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que apontou risco de desabastecimento no estado de São Paulo. A priorização segue um protocolo similar ao utilizado no trânsito de doações para o Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024.
Prioridade na atracação
A primeira operação sob este regime ocorreu no dia 30 de março, quando o navio MH Ibuki recebeu prioridade para descarregar 17.974 toneladas de gasolina tipo A no Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), em Santos. Essa quantidade equivale a 600 caminhões-tanque.
O MH Ibuki, de bandeira panamenha, realiza o transporte de combustível da Refinaria de Mataripe (REFMAT), na Bahia, através do Terminal de Madre de Deus (Temadre). No dia 9 de abril, o Ibuki iniciou uma nova viagem entre Madre de Deus e Santos, com previsão de chegada no dia 12.
Caso chegasse no dia 9, o navio teria que aguardar em fila com mais de dez embarcações que transportam combustíveis e gás. Segundo a APS, todas as vagas destinadas a navios de combustível estão em operação, garantindo o fluxo no terminal.
Regras para priorização
A priorização de atracação segue normas específicas. Casos de emergência, como tripulantes acidentados ou avarias que exigem reparos imediatos, são priorizados. A APS também pode priorizar embarcações de forma discricionária, quando considera a medida mais conveniente ao interesse público.
O Ministério de Portos e Aeroportos informou que a mesma lógica foi aplicada no trânsito de doações para o Rio Grande do Sul em 2024. A medida visava agilizar a chegada de suprimentos para a população afetada pelas enchentes.
A priorização de navios de combustível em Santos busca garantir o abastecimento no estado de São Paulo em um momento de incertezas no mercado internacional de energia. A medida pode evitar aumentos nos preços dos combustíveis e garantir o fornecimento para a população e para as atividades econômicas.
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