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quinta-feira, abril 16
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Mundo

Baleia encalhada na Alemanha: resgate com almofadas de ar

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

O QUE JÁ SABEMOS:

  • Equipes tentarão reflutuar baleia-jubarte na Alemanha usando almofadas de ar
  • Animal sofre com lesões internas, ferimentos por hélice e descolamento de pele
  • Autoridades impuseram zona de exclusão após mulher tentar nadar até o mamífero
  • Greenpeace Alemanha opõe-se ao resgate devido ao estado crítico de saúde

Equipes de resgate planejam usar almofadas de ar para reflutuar uma baleia-jubarte encalhada no litoral da Alemanha. O animal está há semanas em águas rasas do Mar Báltico, longe de seu habitat natural.

Apelidada de “Timmy” pela mídia local, a baleia foi avistada no início de março perto da ilha de Poel. Ela teria ficado presa em uma rede de pesca antes de encalhar em um banco de areia. Tentativas anteriores de devolvê-la ao mar falharam. Em 16 de abril de 2026, equipes preparam uma nova abordagem após escavadeiras cavarem um canal em vão, já que o animal desviou para águas rasas novamente.

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Plano de resgate com almofadas infláveis e rebocador

A operação, descrita pelo Estado de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental como minimamente invasiva, usará equipamentos de flutuação. Almofadas de ar, semelhantes a bóias infláveis de braço, serão posicionadas sob as barbatanas da baleia para erguê-la do fundo do mar. A intenção é evitar danos adicionais ao animal já debilitado.

Uma empresa privada colocará o mamífero em uma lona presa a um rebocador. O barco arrastará a baleia ao redor da costa da Dinamarca até o Mar do Norte, com rota possível para o Oceano Atlântico. Ainda não há informação sobre o tempo estimado de duração desta viagem.

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Estado de saúde crítico e ferimentos múltiplos

A baleia ainda mostra sinais de vida, mas está severamente enfraquecida. O mamífero sofre de descolamento de pele, condição agravada pelos baixos níveis de sal do Mar Báltico.

Especialistas do Museu Oceanográfico Alemão e do Instituto de Pesquisa de Vida Selvagem Terrestre e Aquática indicaram lesões internas consideráveis. O peso do próprio corpo do animal sobre seus órgãos, durante os dias de encalhe, causou os danos internos. Os pesquisadores também encontraram evidências de que a baleia teve contato com uma hélice de navio antes de encalhar.

“A prognose permanece crítica. Mas não se pode descartar completamente uma chance de sobrevivência”, declarou Till Backhaus, ministro do meio ambiente do Estado de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental. Antes da nova tentativa, as próprias autoridades haviam sugerido deixar o animal morrer em paz.

Zona de exclusão e oposição de ONGs

O destino da baleia atraiu manchetes internacionais e gerou alertas do governo sobre desinformação na internet. O Estado de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental estabeleceu uma zona de exclusão ao redor do animal para garantir a segurança da operação.

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Uma mulher de 67 anos pulou de um barco no fim de semana para se aproximar da baleia e foi contida, segundo a Associated Press. “A manifestação de simpatia mostra o quanto o destino do animal comove as pessoas. Ao mesmo tempo, peço que respeitem o trabalho dos serviços de emergência”, afirmou Backhaus.

O Greenpeace Alemanha, que participou de esforços de resgate anteriores, não apoia esta tentativa. A organização citou o estado de saúde precário da baleia como motivo para não intervir. A razão pela qual o mamífero entrou no Mar Báltico permanece desconhecida.

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Com informações da Reuters e de fontes oficiais.

Publicado em: 16/04/2026

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