Israel e Líbano acordam cessar-fogo, diz Trump
PONTOS CHAVE:
- Israel e Líbano acertaram cessar-fogo de 10 dias com início às 21h (GMT) de 16 de abril de 2026
- Israel manterá zona de segurança de 10 km no sul libanês e tropas não sairão do território
- Hezbollah condicionou participação à cessação total de ataques e restrição de movimentos israelenses
- Netanyahu e presidente libanês Joseph Aoun devem ir à Casa Branca nas próximas semanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16/04) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, com início às 21h (GMT) — meia-noite no horário local. O acordo permite que Israel mantenha zona de segurança de 10 km no sul libanês e retenha direito de autodefesa contra ataques iminentes.
A guerra atual começou em 2 de março, dois dias após ataque conjunto EUA-Israel ao Irã, quando o Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel. O grupo armado alegou retaliação pelo assassinato do líder supremo iraniano Ayatollah Ali Khamenei — informação não confirmada de forma independente. Segundo relatos, mais de 2.000 pessoas teriam morrido no Líbano, com aproximadamente 1 milhão de deslocados e 37 mil residências destruídas ou danificadas. Autoridades israelenses afirmam que ataques do Hezbollah mataram 2 civis e 13 soldados em combate no Líbano.
Cláusulas do acordo e zona de segurança
O cessar-fogo pode ser prorrogado por acordo mútuo se negociações mostrarem progresso, conforme o Departamento de Estado dos EUA. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a participação de Israel na trégua, mas declarou que tropas permanecerão em zona de segurança de 10 km no sul libanês. “Estamos lá e não estamos saindo”, afirmou Netanyahu em endereço televisionado.
O Departamento de Estado dos EUA estabeleceu que Israel retém o direito de tomar “todas as medidas necessárias de autodefesa” contra ataques planejados, iminentes ou em andamento. As forças de segurança do Líbano terão responsabilidade exclusiva pela segurança do país, segundo o mesmo documento.
Condições do Hezbollah e impasse sobre desarmamento
O Hezbollah condicionou sua participação à cessação completa de ataques em todo o Líbano e à restrição de movimentos das forças israelenses. Netanyahu declarou que o grupo exigiu retirada total das tropas e formato de “quieto por quieto”, condições que rejeitou.
O desarmamento do Hezbollah permanece como ponto de tensão nas negociações. Autoridades libanesas argumentam que o desarmamento não pode ser imposto pela força e exigiria negociação direta com o grupo. Netanyahu afirmou que o desarmamento é demanda fundamental de Israel nas conversas futuras com o governo libanês.
Convocação para negociações e cenário regional
O presidente Donald Trump convidou Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun para conversas na Casa Branca nas próximas uma ou duas semanas. O encontro seria o primeiro diálogo significativo entre Israel e Líbano desde 1983, durante a Guerra Civil Libanesa.
O cessar-fogo no Líbano ocorre enquanto EUA e Irã discutem uma segunda rodada de negociações no Paquistão, após iniciarem trégua de duas semanas. O Irã defendeu que o cessar-fogo incluísse o Líbano; EUA e Israel afirmaram que não. Trump declarou que EUA e Irã já concordaram que o Irã não terá armas nucleares por 20 anos — informação que não foi possível confirmar de forma independente.
Horas antes do início da trégua atual, ambos os lados continuaram ataques transfronteiriços.
Com informações do Departamento de Estado dos EUA e do gabinete do primeiro-ministro de Israel.
Publicado em: 16/04/2026
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