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sexta-feira, abril 17
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Gustavo Alves de Oliveira
Colunas

Gustavo Alves de Oliveira

Fotografo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade.

ESTREIA | Gustavo Alves de Oliveira: “Conheça as aves que fazem o Rio Piracicaba pulsar”

· 4 min de leitura

O Rio Piracicaba é, sem dúvida, um dos maiores símbolos naturais da nossa região. Muito além de sua importância histórica e cultural, ele representa vida. É abrigo para diferentes espécies, corredor de biodiversidade e cenário de encontros únicos com a natureza.

Ao caminhar por suas margens ou simplesmente observar suas águas com mais atenção, é possível perceber que o rio também se revela pelas aves. Elas estão ali, muitas vezes diante dos nossos olhos, ajudando a contar a história de um ambiente vivo, pulsante e cheio de significado.

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Nesta minha estreia como colunista do PIRANOT, escolhi começar justamente por esse olhar: o das aves emblemáticas que ajudam a traduzir a beleza e a riqueza do Rio Piracicaba. Entre tantas espécies que podem ser vistas na região, destaco três que chamam a atenção por sua presença, seus hábitos e pela forma como simbolizam a diversidade da nossa fauna.

Irerê – Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Irerê

O irerê é uma ave que costuma encantar logo no primeiro contato, seja pela beleza, seja pelo som característico que produz. Muito conhecido também como marreca-viúva, paturi, siriri e por outros nomes populares em diferentes regiões do Brasil, ele é uma das aves aquáticas mais marcantes para quem observa ambientes ligados a rios, lagoas e áreas alagadas.

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É justamente sua vocalização que o torna ainda mais especial. O canto agudo e repetitivo é tão singular que acabou inspirando o próprio nome pelo qual é mais conhecido. Além disso, trata-se de uma ave que, em muitas situações, se aproxima de áreas urbanas, o que facilita o encontro com ela e reforça sua conexão com a paisagem que nos cerca.

O irerê nos lembra que a natureza não está distante. Ela convive conosco, mesmo em territórios atravessados pela presença humana, e segue oferecendo sinais de equilíbrio, resistência e beleza.

Tuiuiú — o gigante das áreas alagadas – Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Tuiuiú

O tuiuiú é uma das aves mais impressionantes do Brasil. De porte imponente, presença inconfundível e elegância rara, ele se destaca pela plumagem branca, pela cabeça preta e pelo detalhe vermelho no pescoço, que o transforma em uma figura quase monumental na paisagem.

Embora seja mais associado ao Pantanal, o tuiuiú também pode surgir em outras regiões que oferecem ambientes favoráveis, como áreas úmidas, rios, represas e locais com oferta de alimento. Sua alimentação é baseada principalmente em peixes, anfíbios e pequenos animais aquáticos, capturados com movimentos lentos e precisos.

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É uma ave que impressiona não apenas pelo tamanho, mas pelo simbolismo. Quando aparece, o tuiuiú parece reafirmar a força da natureza e a grandiosidade dos ecossistemas aquáticos brasileiros.

Savacu — o guardião silencioso das margens – Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Savacu

O savacu, também conhecido como garça-noturna, é uma ave de hábitos mais discretos, mas igualmente fascinante. Diferente de outras espécies mais ativas durante o dia, ele prefere o entardecer e a noite para caçar, o que lhe dá uma aura quase misteriosa.

Durante o dia, costuma permanecer imóvel, escondido entre galhos próximos à água, passando muitas vezes despercebido. Mas, quando a luz diminui, entra em ação. Com seus olhos atentos e movimentos precisos, sai em busca de peixes, insetos e pequenos animais aquáticos.

Sua plumagem em tons de cinza, preto e branco contribui para a camuflagem e combina com esse comportamento mais reservado. O savacu ensina sobre espera, paciência e estratégia. É uma ave silenciosa, mas de enorme presença para quem aprende a observá-la.

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Um rio que ainda fala pela natureza

Observar aves no Rio Piracicaba é, para mim, uma forma de enxergar o território com mais profundidade. Cada espécie revela um pedaço da complexidade ambiental da nossa região e reforça a importância de preservar os espaços naturais que ainda resistem em meio às transformações do tempo e da cidade.

Começo esta coluna com esse convite: olhar mais para o rio, para suas margens, para o céu e para a vida que pulsa ao redor. A natureza sempre tem algo a nos dizer. Basta disposição para ver.

Nas próximas colunas, quero trazer também outras paisagens e localidades rurais de Piracicaba, ampliando esse diálogo sobre ecoturismo, fauna, flora e os caminhos de contato verdadeiro com a natureza.

Gustavo Alves de Oliveira é fotógrafo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade.

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