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domingo, abril 19
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Saúde

Unicamp aponta possível transmissão urbana do vírus Mayaro em Roraima

Pesquisa revela circulação do Mayaro entre humanos e indícios de novos vírus na Amazônia

· NEXUS - AI PIRANOT

Pontos-chave

  • Estudo da Unicamp sugere possível transmissão urbana do vírus Mayaro em Roraima.
  • 60% das amostras febris testaram negativo para oito vírus conhecidos.
  • Desequilíbrio ambiental e migração intensificam riscos de novas doenças na Amazônia.
  • Boa Vista concentrou a maioria dos casos de Mayaro identificados.
  • Vigilância epidemiológica é essencial para detectar novas ameaças virais.

Pesquisadores do Instituto de Biologia da Unicamp identificaram a circulação do vírus Mayaro entre humanos em Roraima, com possível transmissão urbana e sinais de novos patógenos em pacientes febris, segundo estudo divulgado em abril de 2026.

Mayaro: sintomas, transmissão e desafios

O vírus Mayaro (MAYV) provoca sintomas semelhantes à dengue e chikungunya, como febre, dores musculares e articulares, fadiga, dor de cabeça e erupção cutânea. O principal vetor é o mosquito silvestre Haemagogus, que vive nas copas das árvores. O diagnóstico é dificultado pela semelhança clínica com outras arboviroses.

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Dados do estudo e indícios de novos vírus

Entre 2018 e 2021, 822 amostras de pacientes febris foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima (Lacen-RR). O Mayaro foi detectado em 3,4% das amostras, enquanto 60% testaram negativo para oito vírus, sugerindo a circulação de patógenos ainda não identificados. A cepa identificada pertence ao genótipo D, também presente no Amazonas, Peru e Venezuela. Boa Vista concentrou a maioria dos casos de Mayaro identificados no estudo, com predominância masculina e idade mediana de 31 anos.

Impacto ambiental e riscos emergentes

O estudo atribui o surgimento e disseminação de arboviroses ao desequilíbrio ambiental causado por desmatamento, queimadas e exploração ilegal. A combinação desses fatores com fluxos migratórios intensos potencializa a emergência de novos vírus. “Havia o indicativo de que aquelas pessoas estavam doentes. Alguma coisa elas tiveram, a gente que não conseguiu achar”, explica José Luiz Proença Módena, coordenador do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) da Unicamp.

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Vigilância epidemiológica e orientações

A febre de Mayaro não tem tratamento específico e o manejo é sintomático. O Ministério da Saúde orienta que pacientes com febre e dores articulares procurem unidades de saúde para diagnóstico diferencial. O estudo reforça a necessidade de vigilância epidemiológica aprimorada na Amazônia para detecção precoce de novas ameaças virais.

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