Adolescente brasileira de 13 anos é baleada em ataque nas pirâmides mexicanas
Atirador psicopata matou turista canadense e feriu 13 estrangeiros em Teotihuacán
Pontos-chave
- Adolescente brasileira de 13 anos foi baleada na perna em ataque a tiros em Teotihuacán.
- Atirador de 27 anos se suicidou após matar turista canadense e ferir 13 estrangeiros.
- Itamaraty acompanha vítimas brasileiras e reforça apoio consular.
- Ataque expôs falhas na segurança do sítio arqueológico.
- Perfil do agressor indica psicopatia e influência por massacres anteriores, como Columbine.
Uma adolescente brasileira de 13 anos foi baleada na perna durante um ataque a tiros no sítio arqueológico de Teotihuacán, a 50 km da Cidade do México, ocorrido em 20 de abril de 2026. O atirador, Julio César Jasso Ramírez, 27 anos, suicidou-se após o ataque que deixou uma turista canadense morta e 13 estrangeiros feridos.
O local é um dos destinos turísticos mais visitados do México, recebendo milhares de visitantes anualmente, incluindo brasileiros. A adolescente baleada já recebeu alta hospitalar e está sob acompanhamento do consulado brasileiro, que também presta suporte à outra brasileira, uma mulher de 55 anos, ainda internada, porém sem risco de vida.
Julio César Jasso Ramírez, natural do estado de Oaxaca e residente em um bairro operário da Cidade do México, planejou o ataque por meses, gastando mais de US$ 2 mil em equipamentos, transporte e hospedagem. Ele visitou o sítio arqueológico diversas vezes antes do ataque e durante a ação fez reféns, entre eles um casal brasileiro do Rio de Janeiro.
Autoridades mexicanas classificam o ataque como isolado e sem apoio externo, mas o perfil do agressor indica psicopatia e fascínio por massacres anteriores, especialmente o de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido em 1999. Ele carregava literatura relacionada a esses eventos e afirmou durante o ataque que “este era um lugar para sacrifícios, não para tirar fotos” e que era “o aniversário do massacre de Columbine”.
O episódio expôs falhas na segurança do sítio arqueológico, que não impediu a entrada do atirador armado nem a tomada de reféns. A Polícia e o governo mexicano reforçam que o ataque não teve colaboração de grupos extremistas, mas o evento gerou preocupação internacional sobre a segurança de turistas estrangeiros, especialmente brasileiros.
Perfil do agressor e motivações
Segundo José Luis Cervantes, procurador-geral do Estado do México, o agressor tinha um perfil psicopático e uma tendência a imitar ataques violentos ocorridos em outros países. Ele planejou o ataque detalhadamente, visitando Teotihuacán várias vezes e adquirindo equipamentos específicos para a ação.
Testemunhas relataram que o ataque durou cerca de 14 minutos, durante os quais o agressor fez ameaças contra turistas europeus, dizendo: “Europeus, esta será a última vez que vocês vêm aqui”. A dimensão simbólica do local e a data escolhida indicam uma motivação que mistura fascínio por massacres e referências a sacrifícios pré-hispânicos.
Impacto para turistas brasileiros e medidas do Itamaraty
O Itamaraty confirmou o acompanhamento da adolescente baleada e da outra brasileira ferida, reforçando o apoio consular. O ataque gerou alerta para a segurança dos turistas brasileiros no exterior, especialmente aqueles que visitam destinos turísticos populares como o México.
Especialistas alertam para a necessidade de maior orientação e suporte aos viajantes, além da revisão das medidas de segurança em pontos turísticos internacionais. O episódio também pode influenciar a percepção dos brasileiros sobre viagens ao exterior, impactando o turismo local e regional.
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