Papado de Avignon durou 68 anos e gerou crise com até três papas simultâneos
Exílio papal medieval é usado por aliados de Trump para pressionar o Vaticano em 2026
Pontos-chave
- O papado de Avignon durou 68 anos (1309-1377) sob forte influência francesa.
- O Grande Cisma do Ocidente gerou até três papas simultâneos, dividindo a Igreja Católica.
- Aliados de Donald Trump usaram o episódio para criticar o papa Leão 14 em 2026.
- O papa Bonifácio 8º foi preso por soldados franceses, marcando o declínio da autoridade papal.
- O período de Avignon enfraqueceu a Igreja e preparou o terreno para a Reforma protestante.
Entre 1309 e 1377, o papado transferiu sua sede de Roma para Avignon, na França, sob forte influência do rei Filipe 4º, em um período conhecido como ‘cativeiro da Babilônia’, segundo a Folha de S.Paulo e Contexto Exato. Esse deslocamento durou 68 anos e enfraqueceu a autoridade da Igreja Católica, culminando no Grande Cisma do Ocidente, quando até três papas disputaram simultaneamente o poder, conforme a Folha e o Opera Mundi.
O conflito teve início quando o papa Bonifácio 8º, que governou de 1294 a 1303, tentou afirmar a supremacia papal sobre os reis europeus, especialmente o francês Filipe 4º. Bonifácio foi preso em Anagni por soldados franceses aliados a cardeais rebeldes e morreu um mês depois, traumatizado, conforme relatos do historiador Eamon Duffy citados pela fonte original.
Após um conclave que durou 11 meses, o sucessor de Bonifácio, Clemente 5º, transferiu a sede papal para Avignon em 1309, onde os papas permaneceram sob a influência da monarquia francesa, apesar da região pertencer oficialmente ao Sacro Império Romano-Germânico, segundo Contexto Exato e Folha.
O período de Avignon resultou em perda de prestígio da Igreja, crises internas e na divisão do catolicismo, com o surgimento de até três papas simultâneos a partir de 1378. Essa fragmentação minou a unidade da Igreja e preparou o terreno para a Reforma protestante, conforme Opera Mundi e Folha.
Em abril de 2026, aliados do ex-presidente Donald Trump usaram o episódio medieval para criticar o papa Leão 14, argumentando que ele estaria sob influência de forças externas, numa analogia com o controle francês do século 14, segundo Folha e Contexto Exato. Essa comparação simplifica uma complexa disputa diplomática contemporânea, alertam especialistas do IHU.
Contexto histórico do papado de Avignon
Bonifácio 8º defendeu a autoridade suprema do papa sobre governantes seculares, afirmando que ‘é estritamente necessário para a salvação que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romano’, conforme a fonte original. Sua prisão em Anagni marcou o início do declínio da autonomia papal, segundo a Folha.
O deslocamento para Avignon, ordenado por Clemente 5º, colocou o papado sob a tutela da monarquia francesa, o que gerou desconfiança e enfraqueceu a imagem da Igreja em toda a Europa, segundo Contexto Exato. O episódio ficou conhecido como ‘cativeiro da Babilônia’, referência ao exílio bíblico.
A crise se agravou com o Grande Cisma do Ocidente, quando até três papas reivindicaram legitimidade simultaneamente, dividindo os fiéis e autoridades europeias, conforme Opera Mundi. Essa fragmentação durou até o Concílio de Constança (1414-1418), que restaurou a unidade papal.
Paralelos atuais e tensões entre EUA e Vaticano
Em abril de 2026, aliados do ex-presidente Donald Trump usaram o episódio medieval para criticar o papa Leão 14, argumentando que ele estaria sob influência de forças externas, numa analogia com o controle francês do século 14, segundo Folha e Contexto Exato. O papa Leão 14 defende uma visão globalista que contrasta com o nacionalismo trumpista, conforme análise do IHU.
O jornal Brasil Paralelo afirmou que o governo Trump teria ameaçado a Igreja Católica, mas o Departamento de Defesa dos EUA negou as acusações, classificando-as como exageradas, segundo a reportagem do Brasil Paralelo e a negação oficial citada pela Folha.
Especialistas alertam que o uso do papado de Avignon para pressionar o Vaticano simplifica uma disputa diplomática complexa e pode politizar um episódio histórico, conforme o IHU e Contexto Exato. O episódio histórico evidencia os riscos da interferência política na autonomia religiosa, cujas consequências ainda repercutem na política internacional.
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