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25 de fevereiro de 2026

Temporais na Zona da Mata deixam 36 mortos, desaparecidos e milhares fora de casa

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Temporais que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram um rastro de destruição e elevaram para 36 o número de mortos, segundo balanço atualizado das autoridades. As cidades mais afetadas foram Juiz de Fora, onde 30 pessoas morreram, e Ubá, que confirmou seis óbitos. Ainda há 33 desaparecidos — 31 em Juiz de Fora e dois em Ubá — enquanto equipes de bombeiros e voluntários seguem nas buscas em meio a escombros e lama. Ao todo, 208 pessoas foram resgatadas com vida.

Em Matias Barbosa, também atingida pelas chuvas, não houve registro de mortes ou desaparecidos. Já Juiz de Fora enfrentou volume histórico de precipitação: 584 milímetros ao longo de fevereiro, mais que o dobro da média esperada para o mês. O excesso de chuva provocou deslizamentos, enchentes e deixou mais de 3,5 mil moradores desabrigados ou desalojados. A Defesa Civil contabilizou 772 ocorrências relacionadas ao temporal.

Em Ubá, a intensidade das chuvas em curto período agravou os impactos. Em apenas três horas e meia, foram registrados 170 milímetros, elevando o nível do Rio Ubá para 7,82 metros e causando alagamentos rápidos.

Diante da tragédia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, esteve em Juiz de Fora e afirmou que o Estado presta suporte humanitário às vítimas. O governo federal anunciou auxílio de R$ 800 por pessoa desabrigada, destinado às prefeituras para a compra de itens básicos. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o recurso ajudará no atendimento emergencial às famílias afetadas.

Equipes da Força Nacional do SUS e do Sistema Único de Assistência Social foram mobilizadas para atendimento médico e psicológico, além da distribuição de medicamentos. Técnicos da Defesa Civil Nacional também foram enviados para apoiar a assistência e o restabelecimento de serviços essenciais.

Apesar do esforço de resposta, o alerta permanece. A Defesa Civil prevê novos temporais nos próximos dias, com acumulados de até 40 milímetros, ventos superiores a 70 km/h e possibilidade de granizo. O risco de novos alagamentos, deslizamentos e queda de árvores segue elevado, especialmente em áreas já comprometidas.

A reconstrução da região deve ser longa e exigirá atuação conjunta dos governos e da sociedade diante da gravidade do desastre.

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