OnlyFans negocia venda bilionária e mira serviços financeiros após morte do fundador
Plataforma busca estabilidade e expansão com novo investidor após perda de Leonid Radvinsky
Pontos-chave
- OnlyFans negocia venda de participação minoritária avaliada em mais de US$ 3 bilhões.
- Plataforma busca expandir serviços financeiros para criadores após morte de Leonid Radvinsky.
- Pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões em 2024.
- Architect Capital pode acelerar oferta de contas digitais e pagamentos diretos.
- Receita do OnlyFans pode chegar a US$ 8,1 bilhões até 2026.
O OnlyFans está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária à Architect Capital, avaliando a empresa em mais de US$ 3 bilhões. O acordo ocorre após a morte do fundador Leonid Radvinsky e pode transformar o modelo de negócios ao incluir serviços financeiros para criadores de conteúdo.
Mudanças na gestão e impacto para criadores
A morte de Radvinsky, aos 43 anos, vítima de câncer, deixou o controle do OnlyFans nas mãos de seu fundo familiar. A busca por um novo investidor visa garantir estabilidade e ampliar as opções para criadores, que enfrentam dificuldades ao acessar bancos tradicionais devido à natureza do conteúdo.
A Architect Capital, fundada em 2020 e sediada em São Francisco, está financiando o acordo com apoio de outros investidores por meio de um veículo de propósito específico, segundo o Financial Times. O objetivo é oferecer produtos bancários aos criadores, respondendo a um problema recorrente: muitos têm contas bloqueadas ou negadas por instituições convencionais.
Números do OnlyFans e potencial de crescimento
Em 2024, o OnlyFans registrou receita de US$ 1,4 bilhão e lucro antes de impostos de US$ 684 milhões, segundo dados oficiais. Os pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões, um aumento de quase 10% em relação ao ano anterior. A plataforma conta com 4,63 milhões de criadores e 377,5 milhões de usuários, com um crescimento de 1.222% no número de criadores desde 2019.
O modelo de negócios, que retém 20% das receitas, permite que criadores recebam 80% do valor das assinaturas. O ganho médio é de US$ 131 por mês, mas o 1% mais bem pago chega a US$ 49 mil por ano. Leonid Radvinsky, fundador, chegou a receber US$ 1,9 milhão por dia em dividendos e acumulou patrimônio de US$ 4,7 bilhões.
Expansão dos serviços e desafios regulatórios
A possível entrada da Architect Capital pode acelerar a oferta de serviços bancários, como contas digitais e pagamentos diretos, facilitando a vida dos criadores. No entanto, bancos tradicionais continuam relutantes em atender esse público por questões de reputação e conformidade. O OnlyFans já reverteu decisões polêmicas, como a proibição de conteúdo sexualmente explícito em 2021, mostrando flexibilidade diante das demandas dos usuários.
A negociação não deve alterar o controle da empresa, que permanece com o fundo familiar de Radvinsky. O acordo pode influenciar outras plataformas e redes sociais, como Instagram e X, que já adotaram ferramentas de conteúdo pago inspiradas no sucesso do OnlyFans.
O que muda para criadores e usuários brasileiros
Para criadores brasileiros, especialmente os de regiões como Piracicaba, a oferta de serviços financeiros pode facilitar o recebimento de pagamentos e a gestão de receitas. A expansão pode estimular novos negócios digitais e influenciar o mercado de conteúdo adulto e de nicho. Não há confirmação de criadores brasileiros de destaque na plataforma, mas o modelo pode beneficiar quem enfrenta restrições bancárias.
O OnlyFans projeta atingir US$ 8,1 bilhões em receita até 2026, consolidando-se como referência em monetização direta. A entrada de investidores pode trazer novas ferramentas e maior segurança financeira, mas também exige atenção às mudanças de política e possíveis restrições futuras.
Cenário global e influência no mercado digital
O crescimento do OnlyFans durante a pandemia acelerou a busca por renda online e inspirou outras plataformas a adotarem modelos de assinatura. A movimentação bilionária reforça a tendência de profissionalização do setor, com impactos na economia digital e nas relações entre criadores e empresas. O mercado observa de perto como a nova gestão e os investidores vão lidar com questões regulatórias e reputacionais.
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