Na segunda-feira, 01 de abril, o Jornal PIRANOT noticiou um caso de suposto maus-tratos contra uma criança de oito anos. Noticiamos que, embora o caso tenha ocorrido na sexta-feira (29), a Polícia Civil do município só havia sido informada às 16h50 deste domingo (31).

A tia da criança contou à Polícia Civil que seu sobrinho de oito anos é mal-tratado pelo pai e pela madrasta — eles têm a guarda da criança, visto que a mãe já é falecida.
Tudo começou quando a criança de oito anos contou a essa tia que “tem tanto medo do pai e da madrasta que coloca coisas no chão, atrás da porta, com medo que eles entrem em seu quarto para agredi-lo”. De acordo com a tia, a criança também não conseguia dormir direito e frequentemente aparecia com lesões pelo corpo.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na natureza de crime de maus-tratos, conforme rege o Artigo 136 do Código Penal Brasileiro.
O outro lado
O Jornal PIRANOT conversou com a madrasta da criança para saber o que realmente aconteceu. Ela conta que a criança [cujo nome resguardaremos] mora com ela há quatro anos e que essas tias (denunciantes) jamais foram até sua casa. “Elas nunca foram atrás, nunca me perguntaram se a criança estava bem, e nem mesmo nas festas de aniversário que organizei elas foram. Elas não estão nem aí. Eram raras as vezes em que eu e meu marido deixávamos o menino na casa das tias, lá no bairro do Cecap. Elas não gostam de mim.”
Ela comentou também que, como a criança vive com ela há quatro anos, teve de se adaptar a novas regras. “Quando ele ia lá na casa dessas tias, ele ficava brincando na rua. Só que quando ele se mudou para a minha casa, ele teve que se acostumar com a minha rotina. Minha rotina é diferente da delas, eu sou uma pessoa completamente diferente. Por exemplo, eu não deixava ele sair na rua sozinho, só comigo. Fazia questão de acompanhar. Só que com as tias dele não é assim, elas já deixavam seus filhos brincarem na rua.”
Sobre a agressão, a madrasta comentou o que realmente aconteceu. “A criança caiu na escola, e, nesse mesmo dia, ela foi para a casa de uma das tias. Essa tia passou remédio, cuidou do machucado e eu só percebi à noite que a criança estava machucada, que foi quando ela disse para mim que havia caído na escola. Por fim, o secretário da escola realmente confirmou para mim que a criança havia caído na escola. As tias começaram a implicar comigo a partir daí, dizendo que eu estava agredindo a criança. Essas tias estão agindo só com base na emoção, elas jamais vieram até mim e perguntaram o que realmente aconteceu. Elas foram até a delegacia, fizeram um boletim de ocorrência, mas eu já acionei o advogado, pois estou com o laudo da escola em mãos. Não tenho motivo para mentir. (…) Essas acusações contra mim estão sendo feitas sem prova nenhuma. Elas não têm provas, não têm fotos, não têm um adulto para comprovar a história.”
A madrasta ainda conta que recebeu em sua casa uma visita do Conselho Tutelar. “Eles vieram até minha casa, conversaram com todos os 16 apartamentos vizinhos e tomaram ciência de que não há agressão por aqui. Eles não deixaram nenhuma notificação para mim, acho que viram que a ocorrência não batia.”
A madrasta também aproveitou a oportunidade para dizer que a criança inventa histórias. “Ele tem problema, porque inventa coisas. E não é a primeira vez que ele faz isso, já é a terceira. Uma vez ele mexeu na bolsa da professora e inventou toda uma história envolvendo essa situação. A diretora sempre me ajudou e, por conta dessa mentiras, acabou encaminhando a criança ao Capes infantil. As invenções são criadas num contexto que não tem nada a ver. É bem difícil a situação dele.”
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