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sábado, abril 18
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Piracicaba (SP)

Deic de Piracicaba e Polícia Civil desarticulam organização criminosa ligada a jogos de azar e lavagem de quase R$ 100 milhões

· 3 min de leitura · Por Andrey Moral
Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Deic de Piracicaba (Deinter 9) em parceria com a Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a Operação “Quebrando a Banca”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar. A ação teve alvos em cidades do interior paulista e também em Minas Gerais.

As investigações apontam que o grupo, conhecido como “Pavão de Ouro”, atuava há décadas utilizando empresas de fachada e uma ampla rede de “laranjas” para ocultar valores obtidos com a exploração ilegal de jogos de azar. As diligências ocorreram em municípios como São Paulo, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e Santa Rosa do Viterbo.

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De acordo com a Polícia Civil, relatórios de inteligência financeira revelaram movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Apenas o principal líder da organização teria movimentado mais de R$ 25 milhões em um único semestre de 2024, além de apresentar histórico de transações milionárias em períodos anteriores.

A cúpula do grupo, composta por pelo menos três integrantes, utilizava transações imobiliárias em dinheiro vivo e aquisição de bens em nome de terceiros para dissimular a origem ilícita dos recursos. A estrutura criminosa contava ainda com gerentes e operadores financeiros responsáveis por pulverizar grandes quantias por meio de centenas de transferências via PIX e depósitos em espécie, prática conhecida como smurfing.

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As investigações também alcançaram o braço empresarial da organização, a S. Apostas Ltda, empresa com capital social declarado de R$ 36 milhões, utilizada como destino de vultosas transferências realizadas pela liderança do esquema.

Segundo a Polícia Civil, a soma das movimentações bancárias atípicas, patrimônio imobiliário oculto, capital social das empresas e uma frota de veículos avaliada em cerca de R$ 18 milhões eleva o montante total de ativos e valores ligados à quadrilha para aproximadamente R$ 97,2 milhões.

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Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos dispositivos eletrônicos, instrumentos utilizados em apostas, veículos e dinheiro em espécie. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da organização criminosa.

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